Deputados de oposição protocolaram nesta quarta-feira, 30, um requerimento para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os sindicatos envolvidos na fraude do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com desvio de R$ 6,3 bilhões por meio de descontos não autorizados dos beneficiários, entre 2019 e 2024.
O caso é investigado pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) como crimes de corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo 11 entidades e associações.
Para o autor do pedido da CPI, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), a investigação não pode acontecer com Carlos Lupi continuando à frente do Ministério da Previdência Social. "Não dá para uma CPI investigar casos, muito deles políticos, com ministro fazendo seus acordos contra as investigações", afirmou.
O requerimento de criação da CPI foi entregue com 185 assinaturas de deputados de 14 partidos (veja na íntegra).
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), informou que o mínimo que o governo deve fazer é afastar o ministro para que as investigações prossigam. "Não é possível que não se tenha uma decisão enérgica do governo. É prova que é um governo analógico, lento", declarou.
Atualmente, 13 pedidos de CPI estão protocolados para serem analisados, já com assinaturas suficientes. O Regimento Interno da Câmara dos Deputados estabelece que só podem funcionar cinco CPIs simultaneamente. No momento, não há nenhuma em funcionamento.
Operação
No dia 23 de abril, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Sem Desconto, com o objetivo de combater o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram 211 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Ao todo, seis servidores públicos foram afastados de suas funções.
As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre os benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na prática, eram descontadas irregularmente mensalidades recorrentes dos benefícios previdenciários.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais.
Fonte: Portal Peperi
Jorginho Mello recebe título de Doutor Honoris Causa da Uceff
Dois homens são presos com maconha durante ação policial em Iporã do Oeste
Plano Municipal de Turismo de São Miguel do Oeste avança após realização do terceiro seminário
Novo delegado destaca transparência e aproximação com a comunidade em São José do Cedro
Campo Erê reúne especialistas em seminário sobre combate ao caruru gigante
Defesa de casal condenado por tráfico de drogas em Itapiranga emite nota de esclarecimento
Inscrições para categoria estudantil do FEMUSMO estão abertas em SMO
Motociclista fica ferido em colisão com carro em Itapiranga
Produtores buscam alternativa após abandonar projeto de biogás em Itapiranga
Goleiro do Operário-PR participa de campanha solidária para adolescente com leucemia em Itapiranga
Justiça libera R$ 2,5 bilhões para pagamento de atrasados do INSS
Homem é preso por agredir companheira durante discussão em SJCedro