Campo Erê sediou nesta terça-feira, 23, um seminário voltado ao enfrentamento do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru gigante, planta daninha considerada uma das maiores ameaças à produção agrícola. O município foi escolhido para receber o evento por registrar o primeiro e, até o momento, único foco confirmado da espécie em Santa Catarina.
O encontro reuniu engenheiros agrônomos, pesquisadores, fiscais agropecuários, técnicos e produtores rurais de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul para discutir estratégias de identificação, monitoramento, manejo e controle da planta invasora.
A presidente da CIDASC, Celles Regina de Matos, destacou que Campo Erê deu exemplo ao agir rapidamente após a identificação da espécie, mobilizando produtores, órgãos públicos, universidades e instituições de pesquisa para conter a disseminação do caruru gigante. Segundo ela, a atuação conjunta permitiu isolar o foco e evitar que a planta se espalhasse para outras propriedades.
Durante o seminário, especialistas apresentaram experiências acumuladas em estados que convivem com a planta há mais tempo. O engenheiro agrônomo da CIDASC, Diogo Deoti, explicou que a programação incluiu palestras sobre identificação da espécie, manejo cultural, controle químico e monitoramento, além da troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões do país.
Um dos participantes também foi o engenheiro agrônomo do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, João Batista da Silva Júnior, que compartilhou as ações desenvolvidas desde 2015, quando o primeiro foco do Amaranthus palmeri foi registrado naquele estado. Segundo ele, o combate exige planejamento contínuo, monitoramento permanente e integração entre produtores, órgãos de defesa agropecuária e o Ministério da Agricultura, já que a espécie apresenta alta capacidade de disseminação e resistência a alguns princípios ativos de herbicidas.
A CIDASC reforça que qualquer suspeita da presença do caruru gigante deve ser comunicada imediatamente ao órgão para que equipes técnicas façam a identificação e adotem as medidas necessárias. O objetivo é impedir a expansão da planta e preservar a produção agrícola catarinense.
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