Presidente da Cidasc visita Campo Erê para vistoriar foco de caruru gigante

Por Caroline Souza, Campo Erê

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Presidente da Cidasc visita Campo Erê para vistoriar foco de caruru gigante
Foto: Cidasc

 A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agropecuário de Santa Catarina (Cidasc) intensificou as ações de monitoramento e controle após a confirmação do primeiro foco de caruru gigante (Amaranthus palmeri) no estado, identificado em uma propriedade no município de Campo Erê. O caso é considerado a primeira ocorrência de praga quarentenária ausente em Santa Catarina.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, esteve no local nesta quinta-feira, 26, acompanhada de técnicos da companhia para avaliar a situação. Segundo ela, a região é estratégica para a produção agrícola catarinense, o que reforça a necessidade de controle rigoroso. Assim que a planta foi detectada, a empresa acionou imediatamente o protocolo fitossanitário.

O diagnóstico da praga foi confirmado em laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura, por meio de inspeção visual, análise de material de referência, observação microscópica e exame PCR. A confirmação oficial ocorreu no dia 13 de março de 2026, conforme o Relatório de Ensaio n.º 7659.0/2026.

Em entrevista à Rádio Atalaia, a presidente Celles Regina de Matos relatou que as equipes da Cidasc trabalham há mais de dez dias, monitorando a área e estudando a propagação da planta. Um raio de cinco quilômetros ao redor da propriedade está sendo vistoriado constantemente, e até o momento não há registro de disseminação para áreas vizinhas.

O caruru gigante é uma planta invasora de alta capacidade reprodutiva, podendo gerar mais de 600 mil sementes viáveis por exemplar. Além disso, apresenta resistência a diversos herbicidas, o que dificulta o controle. Apesar disso, não oferece risco à saúde humana nem contamina diretamente a produção de grãos, embora prejudique as lavouras ao competir por nutrientes, luz e espaço. A detecção da praga não implica restrições à comercialização de produtos agrícolas catarinenses.

Historicamente, o caruru gigante já havia sido identificado em Mato Grosso (2015), Mato Grosso do Sul (2022) e, mais recentemente, em São Paulo (fevereiro de 2026). No Brasil, a planta é classificada como praga quarentenária presente devido à sua agressividade, rápido crescimento e alta capacidade de dispersão.

A propriedade onde o foco foi identificado foi interditada como medida preventiva. O produtor está colaborando com as ações, que incluem a retirada e destruição das plantas, além do manejo adequado dos resíduos. Posteriormente, será realizada aplicação de herbicidas para evitar nova infestação. De acordo com a Cidasc, a disseminação ocorre principalmente por meio do transporte de máquinas agrícolas, subprodutos e esterco, e não pelo vento, o que facilita o controle. Todos os dados levantados serão encaminhados ao Ministério da Agricultura.

A Cidasc orienta que produtores que identificarem plantas suspeitas enviem amostras para análise laboratorial. Materiais de referência e imagens de identificação estão disponíveis no site da Cidasc, na área da Defesa Sanitária Vegetal do Programa Estadual de Sanidade das Grandes Culturas.

Apesar de preocupante, a situação está sob controle, conforme reforça a presidente da Cidasc.

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