O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitou, nesta sexta-feira, 20, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi feito na terça-feira, 17, dias depois do político ter sido internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. Com informações do g1.
No despacho, Moraes afirmou que determinou que o hospital apresente informações sobre o estado de saúde, a internação e medicamentos que estão sendo administrados a Bolsonaro. Estas informações já foram repassadas pelo DF Star nesta quinta-feira, 19.
O pedido foi feito pela defesa, que solicitou que Moraes reconsidere as decisões anteriores que negaram a prisão domiciliar para o ex-presidente. Na solicitação, os advogados citam um relatório médico elaborado pela equipe responsável pelo acompanhamento clínico de Bolsonaro que aponta a possibilidade de novos episódios de pneumonia.
“A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, afirmou a defesa no pedido na terça-feira.
Bolsonaro está internado desde a última sexta
Bolsonaro continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento constante e suporte clínico intensivo. O tratamento inclui o uso de antibióticos e sessões de fisioterapia respiratória e motora. Apesar da evolução considerada positiva, a equipe médica destaca que não há previsão de transferência para a ala semi-intensiva da UTI neste momento.
O ex-presidente está hospitalizado desde sexta-feira, 13, após apresentar mal-estar no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre prisão. Ele foi atendido com febre, vômitos e baixa saturação de oxigênio. Exames diagnosticaram pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração, condição considerada mais delicada por envolver risco de comprometimento pulmonar em ambos os lados.
Fonte: NSC Total
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