Irã diz ter barrado navios dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e tensão aumenta

Por Arthur Moura, São Miguel do Oeste

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Irã diz ter barrado navios dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e tensão aumenta
Foto: O Globo

O Irã afirmou nesta segunda-feira, 04, que impediu a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.

De acordo com diferentes fontes iranianas, há versões divergentes sobre o ocorrido. A agência Fars afirmou que dois mísseis teriam atingido uma embarcação norte-americana, forçando sua retirada da região. Já a agência Tasnim relatou disparos contra navios dos EUA. Por outro lado, a Marinha iraniana declarou apenas ter emitido um “aviso rápido e decisivo” para impedir o avanço das embarcações, sem confirmar ataques diretos.

Em contrapartida, o Comando Central dos EUA negou qualquer ataque e afirmou que nenhum navio militar foi atingido.

A situação ocorre no contexto de uma nova operação anunciada pelo presidente Donald Trump, que pretende escoltar embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Ainda nesta segunda-feira, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar um petroleiro estatal que transitava pela região, o que aumenta ainda mais a tensão no local.

O governo iraniano também divulgou um mapa indicando áreas sob controle militar no Estreito de Ormuz e reforçou que qualquer movimentação na região deverá ser coordenada com Teerã. O país afirmou ainda que poderá reagir contra a presença militar norte-americana na área.

O Estreito de Ormuz segue com restrições desde o fim de fevereiro, quando teve início o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Apesar de um cessar-fogo em vigor desde abril, a passagem continua limitada, afetando o tráfego marítimo internacional.

Diante do cenário, a nova operação norte-americana, chamada de “Projeto Liberdade”, busca garantir a travessia de navios comerciais, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação a evolução da crise na região.

Fonte: Fonte: G1

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