Por exigência do governo estadual, escoteiros de Itapiranga ficam sem sede. A Diretoria decidiu suspender atividades temporariamente. O Grupo de Escoteiros Pedra Vermelha de Itapiranga possui 27 anos de atividades e mantém mais de 100 integrantes. A sede fica, na Rua da Matriz, no Bairro do Parque, em um prédio antigo de propriedade do governo estadual. Com política de realizar leilão de bens que o Estado não esteja utilizando, foi solicitada a saída do Grupo de Escoteiros do local. Tentativas de negociação não tiveram resultado positivo.
Conforme a Presidente do Grupo de Escoteiros Pedra Vermelha, Cláudia Martins, a diretoria também procurou o governo municipal, porém até o momento não teve uma alternativa para a prefeitura disponibilizar um espaço. A Presidente também destaca que o governo estadual não aceitou argumentos relatados para manter o prédio disponível para os escoteiros.
De acordo com a Presidente dos escoteiros de Itapiranga, o sentimento é de indignação, pois os voluntários prestam um serviço relevante e agora estão de mãos atadas, sem poder realizar suas ações por falta de uma sede. Cláudia Martins destaca que existe a possibilidade dos escoteiros ocuparem uma sala no Complexo Oktober, porém o município ainda não definiu este espaço.
A Presidente afirma que a cada notificação do governo estadual, a situação era comunicada ao governo municipal. No dia 27 de fevereiro chegou uma notificação definitiva, estabelecendo o prazo de 30 dias para o prédio ser desocupado. Sem ter local definido para as novas instalações, o Grupo de Escoteiros Pedra Vermelha de Itapiranga vai interromper suas atividades. Cláudia considera que é um momento de tristeza em uma atividade relevante para crianças, adolescentes e jovens.
Cláudia Martins destaca que o grupo está totalmente desamparado e nem mesmo os pais conseguem interferir. A Presidente lembra que o grupo de escoteiros realiza trabalho voluntário, sem fins lucrativos e não tem condições de pagar aluguel de uma sala. O momento é de espera por um posicionamento do governo municipal.
Ela comenta que ocorrem reuniões para a definição da sede, porém, o município não conta com um espaço para amparar o grupo neste momento. Cláudia cita que o sentimento é de indignação, com uma entidade ativa, com atrativo educacional, que faz bem para os jovens, agora está sem uma casa para organizar as atividades.
Conforme o Chefe de Gabinete, Julian Wildner, ele recebeu na quinta-feira, 27, o documento sobre a necessidade de o grupo de escoteiros desocupar o local utilizado como sede. Ele afirma que está sendo analisado uma forma de ajudar os escoteiros.
Fonte: Portal Peperi
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