Casos de stalking crescem 21% em Santa Catarina e afetam principalmente mulheres

Por Lucas Lôndero, São Miguel do Oeste

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Casos de stalking crescem 21% em Santa Catarina e afetam principalmente mulheres
Foto: Getty Images via BBC

O crime de stalking, caracterizado pela perseguição persistente, seja on-line ou presencial, teve crescimento significativo em Santa Catarina. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado na quinta-feira, 24, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o estado registrou 5.249 novos casos em 2024, um aumento de 21% em relação a 2023, que teve 4.267 ocorrências.

A taxa ficou em 128 casos a cada 100 mil mulheres, o que representa, em média, 14 mulheres perseguidas por dia no estado.

De acordo com a advogada Gisele Truzzi, especialista em crimes digitais, o principal indicativo do stalking é a repetição dos comportamentos.

“A perseguição reiterada é o primeiro sinal de alerta”, afirmou em entrevista ao g1.

Como o crime acontece?

O stalking compromete a liberdade da vítima e pode ocorrer de várias formas:

  • Envio insistente de mensagens, mesmo após rejeição;
  • Chamadas constantes;
  • Comentários negativos ou invasivos nas redes sociais;
  • Criação de perfis falsos para vigiar publicações;
  • Monitoramento de familiares e amigos da vítima;
  • Presença frequente nos mesmos locais que a vítima;
  • Comentários que demonstram conhecimento da rotina da vítima, como a roupa usada ou locais visitados.

Além disso, o crime geralmente está relacionado a ameaças, violência psicológica ou extorsão.

Fonte: Portal Peperi

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