Um grupo de servidores da Gerência Regional de Saúde de São Miguel do Oeste publicou uma carta aberta de indignação contra a nomeação do novo gerente de saúde do extremo-oeste. O cargo agora é do ex-prefeito de Iporã do Oeste, Lúcio Malmann. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado de quarta-feira, dia 06. Malmann vai ocupar o lugar da servidora Andreia Lopes que foi exonerada da função. A troca não foi bem aceita por um grupo de servidores que encaminhou uma carta ao governo reclamando que a nomeação foi política.
Os 30 servidores que assinaram o documento afirmam que desde 2019 a ocupação dos cargos de função gratificada se deu por servidores de carreira, mas agora, em ano eleitoral, está ocorrendo a indicação política. Eles citam que situação “é grave e que a Gerência de Saúde está servindo de “trampolim político” e cabide de emprego, desconsiderando a necessidade de que o gerente possua conhecimento e formação em saúde”.
Segundo o documento, a indicação política para o cargo deixou os servidores locais abalados e desmotivados. Eles pediram a substituição política pela nomeação de um gerente com cargo efetivo e com formação na área da saúde. A Carta Aberta foi enviada ao Governador do Estado.
A secretaria de Saúde e o Gerente de Saúde, Lúcio Malmann, ainda não se manifestaram sobre a reclamação dos servidores.
- CONFIRA A CARTA NA ÍNTEGRA:
Carta Aberta
Reivindicação enviada
Ao Ilustríssimo Senhor Governador do Estado de Saúde do Estado de Santa Catarina
Viemos comunicar, por meio deste, enquanto servidores/funcionários da Gerência Regional de Saúde de São Miguel do Oeste/SC, a nossa indignação pelas medidas e ações tomadas pela administração pública estadual, no que diz respeito a Gerência Regional de Saúde São Miguel do Oeste.
No ano de 2019, através da Lei Complementar 741/2019, o cargo de gerente/supervisor/coordenador passou a ser FG, organizado e orquestrado por servidor de carreira, no caso estes a frente dos mais diversos setores administrativos, inclusive o espaço aqui em questão.
Agora, em 2022 ano eleitoral, o que aconteceu? As funções técnicas deixaram de ser importantes e a prerrogativa mudou totalmente, com a alteração de decretos, os cargos de chefia passaram a ser novamente indicação politica, sem formação na área da saúde.
A Gerência Regional de Saúde de São Miguel do Oeste conta atualmente com 33 servidores concursados e celetistas na sede, estes sempre atuaram com empenho, esmero e dedicação, especialmente, durante os dois anos que enfrentamos a PANDEMIA COVID-19 e agora não diferente, estando na linha de frente no combate e controle da DENGUE que assola a Região Extremo Oeste, sendo que dos 30 municípios atendidos, 11 encontram-se já em estado de epidemia, e os demais já em estado de ALERTA.
Seria importante falarmos da atual situação que estamos vivenciando em nível de região, mas a situação é muito mais grave, novamente estamos servindo de “trampolim politico” e cabide de emprego para quem não se reelegeu no pleito eleitoral anterior, desconsiderando a necessidade de que o gerente possua conhecimento e formação em saúde, bem como darealidade epidemiológica regional, afetando os serviços de saúde direcionados a população, dentre os quais todos os serviços que prestam atendimento a Atenção Primária, hospitais sediados nos municípios e Hospital Regional do Extremo Oeste.
Na tarde de 06/04/2022 fomos informados que a gestão da Gerência Regional de Saúde seria novamenteassumidaatravés de indicação política,o que deixou os servidores locais abalados e desmotivados. Pelo fato de que, em experiências anteriores com determinadas chefias,presenciamos atos de ingerência, ímprobos, antiéticos e assédio moral constante.
Por oportuno, informa-se que serviços da Gerência Regional de Saúde, são considerados essenciais – logística, distribuição de medicamentos, vacinase insumos, controle de endemias, acompanhamento de epidemias, notificações, fornecimento deTRs,exames laboratoriais e análise de água, atividades diretas e indiretas com Atenção Primaria, CAPS, acompanhamento dos fluxos hospitalares, APACs, contratos, inspeção sanitária nas mais diversas áreas, alvarás, serviços especializados: TFD, ostomia, oxigenoterapia, etc, serviços estes que abrangem aproximadamente 240 mil habitantes nos 30 municípios que compõem a região EXTREMO OESTE.
Assim, não é esperado, tampouco respeitoso aos administrados desta Gerência, que a pessoa que os vai coordenar, gerenciar não seja bem-visto por todos,levando em consideração que estamos falando da maioria absoluta de servidores, que através deste documento solicita a substituição política pela nomeação de um gerente com cargo efetivo, com formação na saúde, podendo assim dar continuidade aos bons trabalhos que vem sendo desenvolvidos, independente de sigla partidária e compromissos governamentais. Uma vez que o compromisso dos trabalhadores é com o Sistema Único de Saúde e o vínculo é com o ESTADO. Os governos são passageiros e o ESTADO é permanente! A má gestão da saúde pode não ter custo mas tem um alto preço.
- Sendo o que havia a expor, aguarda-se providências.
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Fonte: Portal Peperi
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