A Câmara de Vereadores promoveu na noite desta quarta-feira, 25, uma audiência pública sobre serviços públicos de saneamento básico, especificamente sobre o abastecimento de água e esgotamento sanitário no município de São Miguel do Oeste. O encontro foi proposto pelo vereador Paulo Drumm (PSD) e aprovado pelos demais vereadores.
A surpresa na audiência foi a presença da Presidente da CASAN em Santa Catarina, Roberta Maas dos Anjos, que até então não havia confirmado que participaria do encontro. Além dela, outras autoridades também estiveram participando, bem como funcionários da companhia de abastecimento.
A Peperi aproveitou a vinda da presidente para a cidade e conversou com ela. Segundo Roberta, o convite para participar do ato não foi feito diretamente para ela, mas devido a todos os investimentos que estão sendo feitos e a importância do encontro, ela conseguiu participar da audiência.
A presidente também falou que o encontro foi um pouco tenso, porque a Casan sempre foi muito política mas que durante os três anos de gestão, eles estão tentando mudar isso e fazer a diferença.
Roberta também comentou sobre o convênio com a prefeitura, que vence em 22 de julho, e que eles querem continuar com a concessão do município com o estado e mostrar para a sociedade o quão diferentes vêm sendo suas atitudes.
Ainda sobre a possibilidade de não renovar o contrato com o município, ela contou que eles querem continuar na cidade por conta da questão dos funcionários que trabalham no local e também devido á existência de toda uma estrutura da empresa.
Participou também da audiência o Coordenador Jurídico da ARIS, Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento de Santa Catarina, Magnus Caramori. Segundo ele o debate foi muito importante pois um dos pilares do Marco Legal do Saneamento é o controle social, com a realização de audiência, consultas públicas e transparência.
Para Magnus, a situação de São Miguel do Oeste é preocupante e a agência fiscaliza o cumprimento dos planos de saneamento e dos contratos, sendo assim a empresa já promoveu na cidade, desde 2014, ao menos 6 fiscalizações nos serviços de água e esgoto, sendo que São Miguel não conta com uma rede de esgoto no momento.
Fonte: Portal Peperi
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