Um Seminário realizado em Chapecó debateu alterações no Novo Ensino Médico. A tônica da discussão foi o movimento para revogação do atual sistema que conclui a fase de formação escolar.
O diretor da Escola São Vicente de Itapiranga é Doutor em Educação nas Ciências e possui grande experiência na área da gestão escolar. Ele lamenta as constantes alterações na metodologia do ensino médio. Daniel Skrsypcsak, diz que é estranho discutir a reestruturação de algo que é novo e que ainda não foi devidamente avaliado. A nível nacional, tramita um projeto para mudança de carga horária e que vai impactar na oferta das trilhas e modelo de ensino.
Segundo Daniel Skrsypcsak, não se dá o devido tempo para implantação de uma nova proposta. Ele afirma que é preciso paciência para as estratégicas metodológicas para depois atingir ações práticas em sala de aula. O diretor reconhece a necessidade de inovar e aperfeiçoar os sistemas de ensino, porém, questiona as mudanças que ocorrem antes mesmo de ser feita uma avaliação criteriosa.
Skrsypcsak salienta que em muitas situações, nem mesmo ocorre formação de turma e a grade curricular já sofre alteração. Com isso, não é possível avaliar a eficácia do que foi proposto para um período tão importante na formação dos alunos. O diretor comenta que diferentes interesses na educação nacional acabam impactando nas ações realizadas pelos estados e municípios.
Segundo Daniel Skrsypcsak, a formação continuada para o atual sistema ocorreu no período da pandemia, no modelo online, que não é o adequado para algo tão importante. O Diretor observa que as constantes mudanças ocorrem com argumento que a proposta anterior era falha. De acordo com Daniel Skrsypcsak, não é levado em consideração que em determinadas regiões ou cidades os resultados são positivos.
Segundo Daniel Skrsypcsak, a Escola São Vicente optou pelas trilhas de aprofundamento por área com grandes dificuldades em 2022. Neste ano, com a experiência já adquirida, os resultados são melhores. Porém, com o debate atual já pode ocorrer alteração no próximo ano, provocando mudanças nas ações em sala de aula.
O ensino médio possui nove anos de atividades e o ensino médio noturno necessita de mais quatro anos. O Diretor da Escola São Vicente considera que nossa região pode ter maior evasão escolar. Daniel Skrsypcsak salienta que existe a cultura do trabalho e muitos estudantes abandonam a sala de aula ao completarem 18 anos. Muitas vezes prevalece o interesse pessoal ou necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar. Skrsypcsak comenta que os desafios são significativos para atender as demandas e ao mesmo tempo buscar ajustes com as constantes alterações nos modelos do ensino médio.
Fonte: Portal Peperi
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