O projeto de implantação de um campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) no Extremo Oeste entrou em uma etapa decisiva. O grupo de trabalho responsável pelo estudo de viabilidade concluiu o levantamento técnico e encaminhou o processo para análise do Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo de deliberação da instituição. A expectativa é de que uma definição ocorra nos próximos 60 dias.
A informação foi confirmada pelo coordenador do grupo de trabalho, Claudio Junior Weschenfelder. Segundo ele, o estudo avaliou a estrutura já existente na região, identificou demandas locais por cursos superiores e analisou aspectos técnicos, operacionais, administrativos, pedagógicos e financeiros necessários para a instalação da unidade.
O parecer elaborado pelo grupo foi apresentado à universidade no final de março e atualmente está sob análise da reitoria e do Consuni. O conselho já designou um relator para o processo, que deverá apresentar seu voto e relatório nas próximas sessões do órgão.
O grupo de trabalho é formado por cinco representantes do movimento regional em defesa do campus e seis técnicos, servidores e docentes da UFFS. Ao final dos estudos, a conclusão foi favorável à implantação da nova unidade universitária no Extremo Oeste.
Outro avanço importante ocorreu com a assinatura de um protocolo de intenções entre o prefeito de São Miguel do Oeste, Edenilzon Zanardi, e a UFFS. Pelo documento, o município se compromete a doar um terreno para a futura construção do campus, caso o projeto seja aprovado.
A decisão final caberá aos cerca de 50 conselheiros que integram o Consuni. Eles serão responsáveis por votar pela aprovação ou rejeição da expansão da universidade para a região.
Caso o parecer receba aval do conselho, o próximo passo será uma articulação junto ao Ministério da Educação (MEC) para a publicação da portaria de criação do campus e a destinação dos recursos necessários para sua implantação.
De acordo com Weschenfelder, a expectativa é que o relatório seja apresentado em julho e que a votação aconteça em uma sessão ordinária de agosto ou em uma reunião extraordinária convocada para tratar do tema.
Segundo ele, a aprovação pelo Consuni representará um passo fundamental para que a própria universidade formalize ao MEC sua decisão administrativa de criar o novo campus. O coordenador destaca ainda que o Ministério da Educação já demonstrou reconhecer a necessidade de ampliar a presença do ensino superior federal no Extremo Oeste, considerado uma região com demanda histórica por investimentos na área.
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