A Câmara Municipal de São Miguel do Oeste rejeitou, por seis votos a cinco, o requerimento que solicitava a realização de uma audiência pública para discutir políticas voltadas à causa animal no município. A proposta, apresentada pelos vereadores Cris Zanatta, Bufo, Sisse Velozo e Silvia Kuhn, foi debatida na sessão desta terça-feira, 20, mas não obteve os votos necessários para sua aprovação.
Votaram contra o requerimento os vereadores Andréia Rebelato, Borghetti, Delegado Zancanaro, Demarch, Marli da Rosa e Vivi de Carli. Já Adilson Pandolfo, Ana Flávia Moreira, Bufo, Cris Zanatta e Silvia Kuhn se manifestaram a favor. A vereadora Sisse Velozo não compareceu à sessão por questões de saúde. Com a rejeição, a proposta foi arquivada.
Vereadores divergem sobre decisão
Para a vereadora Cris Zanatta, a rejeição da audiência pública foi surpreendente e preocupante. Segundo ela, negar o debate público significa restringir a participação da comunidade em um tema que afeta diretamente a cidade.
“Fico me perguntando se alguém está querendo esconder alguma coisa. Os discursos foram bonitos, mas, na prática, a votação mostrou quem realmente está ao lado da causa animal”, afirmou. Ela destacou ainda o trabalho das ONGs e voluntários, ressaltando que são eles os verdadeiros defensores dos animais.
Já o vereador Delegado Zancanaro justificou a decisão do grupo contrário ao requerimento. Ele afirmou que os parlamentares não são contra o debate, mas acreditam que este não é o momento adequado para realizar a audiência.
“A prefeitura já está investindo na causa animal e um debate agora poderia acabar politizando o assunto. No ano passado, foram aplicados R$ 419 mil em tratamentos veterinários, vacinas e atendimentos para mais de 1.400 animais. Além disso, o governo do estado garantiu recursos para a instalação de um centro de zoonoses na cidade”, pontuou.
ONG lamenta decisão e mantém suspensão de atividades
O presidente da ONG Amigo Bicho, Rogério Dariff, expressou indignação com a rejeição da audiência pública. Para ele, a proposta visava unir esforços para discutir soluções para a causa animal, sem acusações contra a prefeitura ou outros órgãos.
Dariff também reforçou que a ONG segue com suas atividades de resgate e atendimento suspensas devido à crise financeira. “Estamos com uma dívida de R$ 81 mil em clínicas veterinárias e sem espaço nos canis. Não há condições de continuar os resgates até que consigamos nos reestruturar. Nossa paralisação não é contra a prefeitura, mas sim uma necessidade diante da falta de recursos”, esclareceu.
Fonte: Portal Peperi
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