Entre grades e muros altos, há quem veja apenas detentos. Mas dentro do Presídio Regional de São Miguel do Oeste, o trabalho tem se mostrado uma ferramenta essencial para a transformação e a ressocialização dos apenados. Com projetos de reinserção profissional, muitos encontram uma nova perspectiva de vida e um recomeço possível.
Santa Catarina lidera o ranking nacional de inserção laboral no sistema prisional, com 33% da população carcerária envolvida em alguma atividade profissional, acima da média nacional de 19%.
O diretor do presídio, Eduardo Bregola, explica que o programa funciona há mais de sete anos e envolve tanto a prefeitura quanto empresas privadas. "Os presos do regime fechado trabalham em órgãos públicos, enquanto aqueles no semiaberto podem ser contratados por empresas privadas. Há um processo rigoroso de seleção, que inclui triagem, análise de aptidão e autorização do Ministério Público e do Judiciário", destaca.
A rotina dos detentos que trabalham começa cedo. "Eles saem do presídio pela manhã e retornam no final da tarde. Trabalham de segunda a sexta, com carga horária de até oito horas diárias. Cada três dias trabalhados resultam na redução de um dia da pena. Além disso, oferecemos oportunidades de estudo e cursos profissionalizantes, o que amplia as chances de reintegração", reforça Bregola.
Uma nova chance na cozinha
Dentro da unidade prisional, um dos exemplos mais notáveis é o trabalho na cozinha e na padaria. Um dos detentos, que se tornou padeiro na unidade, fala sobre a mudança de perspectiva. "Antes, eu não sabia nada sobre panificação. Aqui dentro, tive a oportunidade de aprender e hoje sei fazer pães e bolos. Se precisar trabalhar nessa área lá fora, já tenho uma profissão. O trabalho nos ensina disciplina e responsabilidade", conta.
Para Silvio, chefe de segurança do presídio, o programa é uma peça-chave na ressocialização. "A gente avalia o comportamento dos detentos antes de oferecer uma vaga de trabalho. Quem tem um bom histórico e disciplina pode ingressar no programa. A mudança é perceptível: os presos que trabalham se tornam mais disciplinados e motivados", explica.
No setor da construção civil, empresas como a Conak, comandada pelo empresário Astor Kist, também abriram as portas para os detentos. "Quando fomos conhecer o projeto em Chapecó, ficamos impressionados com a seriedade da iniciativa. Decidimos participar e trouxemos esse modelo para São Miguel do Oeste", relata Kist.
O empresário destaca que a empresa se beneficia com a mão de obra, mas também realiza um trabalho social. "Eles vestem o uniforme da empresa, são tratados como funcionários comuns e sabem que, se não se comportarem, perdem a oportunidade. O programa é um sucesso para todos os envolvidos", afirma.
A jornada de um ex-detento: do cárcere ao recomeço
Um ex-detento, viveu na prática a transformação que o trabalho pode proporcionar. "Desde o primeiro dia, minha esperança era conseguir uma oportunidade. Fui trabalhar na cozinha, depois na prefeitura. Cada dia trabalhado era um dia a menos na prisão, mas, mais do que isso, era um dia a mais na minha vida. Hoje, estou fora e posso dizer que o trabalho me salvou", diz emocionado.
Fonte: Portal Peperi
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