Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios por parte de entidades associativas têm até esta segunda-feira, 21, para aderir ao plano de devolução oferecido pelo governo federal caso queiram ser reembolsados na quinta-feira, 24, primeiro dia dos pagamentos do governo às vítimas.
Não há prazo limite
para responder ao plano do governo, mas quem aderir à proposta
depois desta segunda-feira não vai receber o dinheiro de volta no
primeiro lote. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da
Previdência Social e prevê o ressarcimento dos valores diretamente
na conta em que o beneficiário recebe o pagamento mensal.
As
indenizações serão pagas a partir de quinta-feira. O governo
promete reembolsar as vítimas em lotes diários, atendendo 100 mil
pessoas a cada dia. Até a última sexta-feira, 18, segundo o INSS,
quase 583 mil aposentados e pensionistas tinham concordado com o
plano de ressarcimento do governo. De acordo com o instituto, também
até a última sexta, pelo menos 1,9 milhão de beneficiários
estavam aptos a aderir ao acordo proposto pelo governo. O INSS diz
que essas pessoas contestaram os descontos indevidos nos seus
benefícios e não receberam resposta da entidade após 15 dias
úteis.
Como aderir ao acordo:
Para receber o
dinheiro de volta, é preciso confirmar a adesão pelos canais
oficiais disponibilizados pelo governo. O procedimento pode ser feito
de forma simples pelo aplicativo Meu INSS, pelo telefone 135 ou
presencialmente em uma agência dos Correios.
O período
para contestar os descontos vai durar, no mínimo, até 14 de
novembro deste ano, mas pode ser prorrogado. A recomendação, porém,
é que os beneficiários que já identificaram os descontos indevidos
façam a adesão dentro o quanto antes para evitar a necessidade de
buscar alternativas jurídicas mais demoradas.
Pagamento
direto na conta do beneficiário:
O ressarcimento será
depositado na mesma conta onde o aposentado ou pensionista já recebe
seu benefício mensal. Segundo o INSS, o objetivo é agilizar os
pagamentos e evitar burocracias para os beneficiários.
Caso
o prazo não seja cumprido, o ressarcimento dos valores dependerá de
ação judicial, o que pode prolongar o processo de devolução.
Fonte: Portal Peperi
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