Santa Catarina teve a maior taxa de doadores de órgãos do Brasil em 2022, com 44,8 doadores efetivos a cada um milhão de habitantes. O número é quase três vezes maior que a média nacional, de 16,5 por milhão da população. O Estado manteve a liderança do ranking pela 14ª vez em 18 anos, segundo o relatório anual da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
O Estado contou com o quarto maior número absoluto de doadores, com 329 pessoas, e ficou atrás de unidades federativas com populações maiores. São Paulo obteve 975 doadores, o Paraná contou com 471 e o Rio de Janeiro com 349. Cada uma dessas pessoas pode doar órgãos e tecidos a depender do quadro clínico para um ou mais pacientes.
Outro destaque de Santa Catarina foi o registro do maior percentual do país com relação à quantidade de doadores efetivos sobre o número de notificações para possíveis cirurgias. Cerca de 45% dos doadores em potencial concluíram o processo e efetivaram alguma doação. No ano passado, foram 728 notificações em território catarinense e apenas 55% não foram realizadas. Entre os principais motivos para a negativa estão a recusa das famílias e a contraindicação médica.
No ranking da ABTO, o Estado é seguido pelo Paraná, que obteve 40% de sucesso na conversão de notificações para doações efetivas, Ceará, com 35%, e Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ambos com 30%.
No total, Santa Catarina chegou a 1.521 cirurgias de transplante em 2022 e bateu o próprio recorde, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Foram 14 cirurgias a mais do que em 2019, que tinha a melhor marca anual até então.
Quem são os doadores de órgãos em SC
O relatório anual da ABTO ainda possui informações sobre o perfil dos doadores de órgãos por estado. Em Santa Catarina, 65% são homens e 35% são mulheres. A proporção é semelhante à média nacional, que também conta com maioria masculina.
A faixa etária com maior número de doadores é dos 50 aos 64 anos, representando 34% das pessoas que doaram órgãos e tecidos — mesma porcentagem que a média brasileira. Em seguida estão pessoas dos 35 até 49 anos, como 22% dos doadores. Do zero aos 17 anos, o Estado contou com 14 doadores pediátricos, cerca de 4,2% do total.
A causa de óbito com mais doadores foi o Acidente Vascular Cerebral (AVC), presente em 57% dos casos de doadores efetivos. Na sequência estão vítimas de traumatismo cranioencefálico, cerca de 29% dos doadores. As outras causas contabilizadas pela associação são ausência ou diminuição da oxigenação no cérebro, tumores ou outras condições.
Demandas de transplantes em SC
Ainda conforme o levantamento da associação, a maior demanda anual de transplante em Santa Catarina é de córnea, com estimativa de 653 órgãos necessários para cirurgia. A outra principal carência é de doadores de rim, com necessidade estimada em 435. Já com relação ao transplante de fígado, a demanda é de 181. Tanto as cirurgias de coração e quanto de pulmão são estimados em 58 doadores necessários.
Em 2022, 33 equipes de saúde realizaram transplantes durante o ano em território catarinense. Mais da metade atuou em cirurgias de córnea.
Veja o número de transplantes realizados em SC no ano passado:
Córnea - 640
Rim - 269 (8 de doador vivo e 261 de doador falecido)
Fígado - 134
Pâncreas - 7
Coração - 8
Medula óssea - 123
Fonte: Portal Peperi
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