O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), confirmou nesta sexta-feira, 13, que mantém a pré-candidatura ao governo de Santa Catarina nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa em Chapecó, ao lado do presidente estadual do partido, Eron Giordani.
Na mesma entrevista, Eron também disse que o PSD deve tomar medidas disciplinares contra o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, filiado à sigla, após ele declarar apoio à reeleição do atual governador Jorginho Mello (PL).
Segundo a direção do partido, a situação será analisada em reunião da executiva estadual marcada para a próxima segunda-feira, 17, quando pode ser aberto um processo disciplinar que pode culminar até na expulsão de Topázio da legenda.
De acordo com Eron Giordani, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, entrou em contato na manhã desta sexta e deu respaldo para que o diretório estadual tome as providências que considerar necessárias.
Fundo eleitoral e cobrança por lealdade
Durante a coletiva, João Rodrigues fez críticas diretas à postura do prefeito da capital e disse que o partido não recebeu de volta a lealdade que, segundo ele, foi demonstrada na eleição municipal de 2024.
Rodrigues afirmou que o PSD destinou mais de 30% de todo o fundo eleitoral do partido em Santa Catarina para a campanha em Florianópolis, enquanto cerca de 65 dos aproximadamente 95 candidatos da legenda no estado não receberam recursos do fundo.
Além disso, segundo ele, o partido articulou a filiação do vice-prefeito da capital ao PSD e deu apoio total ao projeto eleitoral em Florianópolis.
“O que a gente esperava é que o prefeito da capital devolvesse a lealdade que nós tivemos com ele”, afirmou Rodrigues.
O prefeito de Chapecó acusou ainda Topázio de ter se aproximado politicamente do governador Jorginho Mello em busca de convênios e recursos para Florianópolis, além de utilizar a estrutura da prefeitura para desmobilizar candidaturas e articular chapas em favor de outros partidos.
Resposta a Bornhausen
João Rodrigues também comentou uma manifestação do ex-governador Jorge Bornhausen, que nesta quinta-feira, 12, respondeu em um grupo de WhatsApp do partido que “política se faz com paciência e não com ameaças”.
Rodrigues disse respeitar a trajetória do ex-governador, mas destacou que o cenário político atual é diferente.
“Com todo respeito ao doutor Jorge, que tem uma história que a gente tem que respeitar, eu diria que é o último dos moicanos. Com seus noventa anos tem uma cabeça que é um espetáculo, um homem que sabe articular, sabe conversar, mas vive ao seu tempo da política. O momento atual mudou muito”, declarou.
Relação com o governador
O prefeito de Chapecó também afirmou que não é inimigo do governador Jorginho Mello e relatou que esteve recentemente no Palácio do Governo para tratar da liberação de R$ 45 milhões para a abertura da Avenida Getúlio Vargas, em Chapecó. Segundo ele, o recurso estaria em tramitação há cerca de um ano sem avanço.
Rodrigues disse que o diálogo institucional entre prefeitos e o governo do estado é uma obrigação administrativa.
Ele também revelou que recebeu convites políticos do governador ao longo dos últimos anos, incluindo uma proposta para que sua esposa, Fabi Rodrigues, se filiasse ao PL e fosse candidata a vice-governadora.
Segundo ele, a proposta foi recusada por lealdade ao grupo político do PSD.
“Abro mão de qualquer benefício para não abandonar aquilo que eu acredito. A política para alguns é um negócio. Para mim é vocação”, afirmou.
Reunião decisiva na segunda
O presidente estadual do PSD, Eron Giordani, confirmou que a reunião da executiva estadual foi convocada com respaldo da direção nacional do partido.
Ele afirmou que conversou com Gilberto Kassab ao menos três vezes na quinta-feira e novamente nesta sexta-feira, e que o dirigente nacional autorizou o diretório catarinense a conduzir o processo com autonomia.
O PSD também confirmou que o ato de renúncia de João Rodrigues à prefeitura de Chapecó e o lançamento oficial da pré-candidatura ao governo de Santa Catarina estão mantidos para o dia 21 de março, em evento na Get Church, em Chapecó.
A reunião da executiva estadual, marcada para segunda-feira, deve ser o próximo capítulo da crise interna no partido, com a situação do prefeito de Florianópolis no centro do debate.
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