A Justiça deve decidir em até cinco dias sobre o pedido de soltura e as acusações contra Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, investigada por se passar por uma adolescente de 12 anos e permanecer por cerca de 14 meses acolhida por uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina.
A audiência de instrução e julgamento foi realizada nesta quarta-feira, 19. A defesa pediu a absolvição de Amanda e a revogação da prisão preventiva. O Ministério Público se manifestou pela condenação e foi contrário à soltura.
Amanda está presa preventivamente desde junho.
Durante a audiência, foram ouvidas duas vítimas, duas testemunhas de acusação e peritos técnicos. A ré também foi interrogada. Após o encerramento da produção de provas, acusação e defesa apresentaram as alegações finais.
O magistrado responsável pelo processo informou que deverá apresentar a sentença em até cinco dias. O pedido de revogação da prisão preventiva será analisado junto com a decisão.
Investigação aponta que mulher viveu 14 meses com família
Segundo a Polícia Civil, Amanda teria conhecido a família por meio de uma igreja e se apresentado como uma menina de 12 anos chamada “Gabrielle”.
Conforme a investigação, ela teria dito que era do Pará e relatado situações de abuso e vulnerabilidade. A família decidiu acolhê-la.
Amanda teria permanecido cerca de 14 meses na residência. Durante esse período, segundo a investigação, adotava comportamentos infantis para sustentar a identidade apresentada.
A família também teria comprado roupas, custeado tratamentos e organizado uma festa para comemorar os supostos 12 anos da jovem.
As suspeitas sobre a verdadeira identidade começaram depois que familiares passaram a considerar a possibilidade de que ela fosse uma mulher adulta.
Polícia apura possíveis casos em outros estados
A investigação também aponta possíveis episódios semelhantes no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
No Paraná, Amanda teria se apresentado como uma adolescente de 13 anos com leucemia em estágio terminal e solicitado ajuda financeira.
Segundo a investigação, ela também teria utilizado grupos religiosos nas redes sociais para se aproximar de pessoas e, posteriormente, solicitar transferências via Pix sob diferentes justificativas.
A Justiça deverá agora decidir sobre as acusações no processo de Joinville e sobre a manutenção ou revogação da prisão preventiva.
Fonte: G1 SC
Lei Maria da Penha poderá proteger mulher mesmo sem vínculo com agressor
São Miguel do Oeste recebe etapa mesorregional do Dança Catarina nesta sexta-feira
Homem condenado a 27 anos de prisão por estupro de vulnerável é detido pela PM em Saltinho
Justiça deve decidir em até cinco dias pedido de soltura de mulher acusada de fingir ter 12 anos
MPSC questiona mudanças no regimento da Câmara de Iraceminha
Massa de ar polar derruba temperaturas e pode provocar geada em SC
Pai e dois filhos que morreram em acidente na SC-305 seguiam para treino de futsal; Campo Erê decreta luto oficial
Negros são 15,61% dos candidatos em SC e maioria disputa vagas para deputado
MP denuncia 164 suspeitos ligados ao PCC após megaoperação em SC
Adolescente é apreendido após fugir de abordagem da PM em São Miguel do Oeste
Estudantes do SENAI desenvolvem invenções e aproximam formação técnica das demandas da indústria
Bancários fazem paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira