Justiça deve decidir em até cinco dias pedido de soltura de mulher acusada de fingir ter 12 anos

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Justiça deve decidir em até cinco dias pedido de soltura de mulher acusada de fingir ter 12 anos

A Justiça deve decidir em até cinco dias sobre o pedido de soltura e as acusações contra Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, investigada por se passar por uma adolescente de 12 anos e permanecer por cerca de 14 meses acolhida por uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina.

A audiência de instrução e julgamento foi realizada nesta quarta-feira, 19. A defesa pediu a absolvição de Amanda e a revogação da prisão preventiva. O Ministério Público se manifestou pela condenação e foi contrário à soltura.

Amanda está presa preventivamente desde junho.

Durante a audiência, foram ouvidas duas vítimas, duas testemunhas de acusação e peritos técnicos. A ré também foi interrogada. Após o encerramento da produção de provas, acusação e defesa apresentaram as alegações finais.

O magistrado responsável pelo processo informou que deverá apresentar a sentença em até cinco dias. O pedido de revogação da prisão preventiva será analisado junto com a decisão.

Investigação aponta que mulher viveu 14 meses com família

Segundo a Polícia Civil, Amanda teria conhecido a família por meio de uma igreja e se apresentado como uma menina de 12 anos chamada “Gabrielle”.

Conforme a investigação, ela teria dito que era do Pará e relatado situações de abuso e vulnerabilidade. A família decidiu acolhê-la.

Amanda teria permanecido cerca de 14 meses na residência. Durante esse período, segundo a investigação, adotava comportamentos infantis para sustentar a identidade apresentada.

A família também teria comprado roupas, custeado tratamentos e organizado uma festa para comemorar os supostos 12 anos da jovem.

As suspeitas sobre a verdadeira identidade começaram depois que familiares passaram a considerar a possibilidade de que ela fosse uma mulher adulta.

Polícia apura possíveis casos em outros estados

A investigação também aponta possíveis episódios semelhantes no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

No Paraná, Amanda teria se apresentado como uma adolescente de 13 anos com leucemia em estágio terminal e solicitado ajuda financeira.

Segundo a investigação, ela também teria utilizado grupos religiosos nas redes sociais para se aproximar de pessoas e, posteriormente, solicitar transferências via Pix sob diferentes justificativas.

A Justiça deverá agora decidir sobre as acusações no processo de Joinville e sobre a manutenção ou revogação da prisão preventiva.

Fonte: G1 SC

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