A Polícia Civil de Itapiranga divulgou nesta segunda-feira, 22, a condenação do casal investigado por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A sentença foi publicada ainda na quinta-feira, 18, em julgamento na Comarca do município. O homem foi condenado a mais de 12 anos de prisão, enquanto a mulher recebeu pena de mais de 10 anos.
A investigação teve como principal desdobramento uma operação no dia 9 de dezembro, com cumprimento de mandados de busca e apreensão que resultaram na apreensão de 125 plantas de Cannabis sativa e 25 quilos de flores e caules já processados. Ainda, foram apreendidos 64 frascos de óleo à base de cannabis, centenas de sementes e equipamentos usados no cultivo e processamento da droga.
Segundo a sentença, a expressiva quantidade de material apreendido afasta a alegação de cultivo para uso exclusivamente medicinal ou pessoal e evidencia a finalidade comercial da atividade desenvolvida.
A condenação também aponta a existência de provas concretas do comércio da droga. A análise de celulares e computadores revelou catálogos de produtos, tabelas de preços, negociações com compradores e comprovantes de pagamentos eletrônicos.
Segundo a Polícia Civil, foram encontradas anotações com estimativa de faturamento anual superior a R$ 1,7 milhão, testemunhos confirmando a aquisição dos produtos e registros de envio de derivados de maconha para o Rio Grande do Sul.
O comunicado policial diz ainda que a justiça reconheceu o crime de associação para o tráfico, aplicando aumento da pena devido a exposição das filhas menores ao ambiente do tráfico. As drogas eram armazenadas em freezers e geladeiras acessíveis às crianças, enquanto a estufa de cultivo ficava ao lado do quarto das menores, que conviviam diariamente com o forte odor armazenamento da maconha.
Também foram rejeitadas as alegações de defesa do abuso policial durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Conforme registrado na sentença, não foram identificados elementos que indicassem qualquer irregularidade na atuação policial, sendo destacado que um dos acusados descreveu a abordagem como "educada e tranquila".
A sentença manteve a prisão preventiva de um dos condenados, que permanece preso desde sua prisão em flagrante. A mulher poderá recorrer em liberdade.
A Polícia Civil ressalta que a condenação é resultado da investigação conduzida pela Delegacia de Itapiranga, que reuniu provas técnicas, periciais, documentais e testemunhais robustas, fornecendo ao Ministério Público os elementos necessários para a denúncia e contribuindo para a condenação dos acusados.
A defesa do casal foi procurada pela Peperi e informou que irá recorrer da decisão.
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