A Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste realizou na noite desta sexta-feira, 23, uma audiência pública para discutir o Plano Nacional de Imunização (PNI), especialmente sobre a vacinação contra a Covid-19 em crianças. O evento, proposto pela vereadora Cris Zanatta (PSDB), reuniu mais de 200 pessoas, entre pais, profissionais de saúde e representantes políticos.
A vereadora explicou que a iniciativa surgiu após manifestações de moradores preocupados com a vacinação nas escolas. “Precisamos esclarecer dúvidas e ouvir especialistas, esse é um tema sensível e que preocupa muitas famílias”, afirmou.
Entre os participantes, o representante dos pais, Antônio Ortiz, manifestou dúvidas sobre a segurança das vacinas e criticou o que classificou como uma "coação" do Estado. “Tive Covid, fiquei mal, mas me vacinei. Agora, quando a gente vê essa obrigatoriedade e as dúvidas pipocando, ficamos preocupados. Quem se responsabiliza pelos efeitos adversos?”, questionou.
O professor e pastor João Alberto reforçou críticas à inclusão da vacina no PNI, afirmando que o imunizante ainda seria “experimental”. “Não existe, segundo a Anvisa, uma vacina definitiva contra a Covid. O que há é uma autorização emergencial”, declarou.
A médica Raíssa Soares, especialista em urgência e medicina da família, relatou sua experiência clínica. “Tenho 30 anos de medicina. Nunca vi nada parecido com os casos que recebo de pacientes com sintomas persistentes após a Covid ou a vacina”. Ela citou efeitos como queda de cabelo, confusão mental e problemas intestinais.
O mediador e ativista internacional John Kage criticou a continuidade da vacinação em crianças. “O Brasil é o único país que continua com essa campanha de vacinação para crianças”.
Já a Dra. Adriana Marra, especialista em neurociência, destacou aspectos jurídicos. “Estamos falando de um experimento, e segundo acordos internacionais, como o Código de Nuremberg, precisa haver consentimento. Não pode haver obrigatoriedade”.
O Secretário de Educação de São Miguel do Oeste, Vamilson D’Espíndola, esclareceu. “As escolas não exigem vacinação, apenas cumprem uma recomendação para conferência da regularidade vacinal. Estamos abertos para esclarecer dúvidas”.
Por fim, moradores manifestaram preocupação com possíveis sanções por não vacinar os filhos. A deputada federal Júlia Zanatta (PL), que também participou, reforçou críticas à obrigatoriedade. “O Brasil é o único país que obriga essa vacina em crianças pequenas. Apresentei um projeto para barrar isso”.
Fonte: Portal Peperi
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