A Associação de Apicultores de Itapiranga relata dificuldades no cenário econômico para produção de mel. O baixo consumo nacional e falta de incentivo do setor público prejudicam desenvolvimento da atividade. Conforme o Presidente da APITA, Rafael Bressler, além das dificuldades do próprio setor, a falta de incentivo público também desestimula a produção em Itapiranga.
Ele menciona a elaboração de um projeto para aquisição de materiais para a entidade. O planejamento foi entregue ao poder público, na busca de incentivo para a atividade que gera renda ao município, mas não obteve retorno.
“É até triste de falar, mas a apicultura no município de Itapiranga não tem incentivo nenhum. Nós fizemos um projeto, meio ano atrás, foi levado em mãos para o perfeito, juntamente com vereadores, que apoiaram nós nesse sentido, para conseguir algum recurso, para comprar mais alguns equipamentos que nós precisávamos na casa de envase. E simplesmente ficamos sem resposta. Não falaram que sim. Não falaram que não. Nos deixaram a ver navios” diz o Bressler.
Conforme o Presidente, Rafael Bressler, os apicultores ficaram indignados com a situação, especialmente por outras cidades apoiarem a produção com verbas e incentivos.
A Prefeitura de Itapiranga foi procurada, mas decidiu não se manifestar.
A Associação de Apicultores de Itapiranga enfrenta dificuldades para a venda de mel. Apesar de boas safras em outubro e novembro e boa rentabilidade na safrinha, a queda de preços assusta os produtores.
Segundo o Presidente da APITA, o mercado está saturado, pois as exportações tiveram redução após as taxações dos Estados Unidos. Com a produção permanecendo no Brasil, a oferta é elevada e o preço cai. Bressler explica ainda que o mel é considerado produto supérfluo e não faz parte do dia a dia do consumidor.
“Com a situação econômica do país, o consumo tem reduzido e a expectativa de melhoria no mercado para o curto prazo é bem pequena” comenta o Presidente.
A associação dos produtores de mel de Itapiranga recebeu o certificado para comercialização em todo território nacional e conseguiu atingir novos mercados.
No entanto, a queda no consumo faz com que a rotatividade das vendas seja menor. De acordo com ele, mercados demoram de quatro a cinco meses para voltar a procurar a APITA para novos pedidos.
Isso desestimula a entrada de novos produtores” afirma. Segundo ele, grande parte dos produtores já possuem idades acima de 50 anos, sem sucessão na atividade.
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