Epagri aponta redução de cigarrinhas-do-milho no Norte e Oeste de SC

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Epagri aponta redução de cigarrinhas-do-milho no Norte e Oeste de SC

A circulação da cigarrinha-do-milho caiu nas regiões Norte e Oeste de Santa Catarina em comparação com o levantamento anterior do programa Monitora Milho SC, da Epagri. No Oeste, foram registrados em média 53 insetos por armadilha, enquanto no Norte a média chegou a 78.

Apesar da redução populacional, análises laboratoriais identificaram a presença de agentes causadores de doenças do milho. Segundo a pesquisadora da Epagri/Cepaf e coordenadora do programa, Maria Cristina Canale, o resultado serve de alerta aos produtores.

“Apesar da redução populacional, os patógenos causadores das doenças foram detectados em amostras laboratoriais, o que indica a circulação dos vírus e bactérias”, explica.

De acordo com a pesquisadora, 67% das amostras apresentaram presença do mosaico estriado e 35% do vírus do raiado fino. Bactérias associadas aos enfezamentos pálido e vermelho também foram encontradas em coletas realizadas em Tunápolis, São Miguel do Oeste e Mafra.

Nas demais regiões catarinenses, a incidência da cigarrinha ainda é considerada baixa, situação relacionada ao estágio de desenvolvimento das lavouras.

A Epagri recomenda que os produtores monitorem as plantações desde a emergência das plantas, eliminem o milho tiguera e adotem medidas preventivas de manejo.

O Programa Monitora Milho SC acompanha as populações e a infectividade da cigarrinha-do-milho por meio de pontos de monitoramento instalados em lavouras de Santa Catarina. A iniciativa integra as ações do Comitê de Ação Contra a Cigarrinha-do-milho e Complexo de Enfezamentos, criado em 2021.

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