O estado de Santa Catarina registrou 45,6 mil focos do mosquito Aedes aegypti em 258 municípios neste ano. Também ocorreram 91,2 mil notificações de dengue, sendo que 27,2 mil foram considerados casos prováveis. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e fazem parte do mais recente Informe Epidemiológico, que contém dados até 2 de junho.
No mesmo período também foram confirmados 10 óbitos por dengue. Outros cinco estão sendo investigados pelas secretarias municipais com apoio da SES. Dos 295 municípios catarinenses, 181 são considerados infestados pelo mosquito.
Preocupação continua
No outono, os casos de dengue continuam preocupando em Santa Catarina. Mesmo com a redução das temperaturas, que costuma desacelerar a reprodução do mosquito, os dados refletem um alerta ao público.
“Os números revelam a necessidade de prosseguir com as medidas preventivas para evitar um possível surto”, destaca Fábio Gaudenzi, Superintendente de Vigilância em Saúde.
Chikungunya
O Informe Epidemiológico também registrou a ocorrência de 2.257 notificações de chikungunya no estado. Dessas, 838 foram considerados casos prováveis, sendo que 624 foram confirmados. Na comparação com o mesmo período do ano 2024, quando foram registrados 118 casos prováveis, o aumento é de 610,2%. A doença também causou quatro óbitos.
Em Xanxerê, no Oeste catarinense, três idosas de 76, 80 e 85 anos morreram poucos dias após contraírem a doença.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e apresenta sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, cansaço extremo e manchas vermelhas na pele. Em casos graves, pode levar à internação e até a morte, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.
Confira algumas medidas simples para evitar casos de dengue e chikungunya:
– Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos;
– Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios;
– Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água;
– Mantenha lagos e tanques limpos;
– Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de animais de estimação pelo menos uma vez por semana;
– Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas;
– Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo e guarde os pneus em lugar seco e coberto.
Fonte: Portal Peperi
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