SC reforça vigilância após primeira morte por febre do Nilo Ocidental

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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SC reforça vigilância após primeira morte por febre do Nilo Ocidental

Uma mulher de 77 anos morreu após ser diagnosticada com febre do Nilo Ocidental em Imbituba, no Sul de Santa Catarina. O óbito ocorreu no dia 8 de agosto e foi confirmado pelas autoridades de saúde na segunda-feira, 24, como a primeira morte pela doença registrada no Estado.

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), o caso segue sob investigação epidemiológica para identificar o provável local de infecção. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que intensificou as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica.

Outro caso da doença foi registrado em Caçador. Um homem de 56 anos chegou a ser internado, mas recebeu alta hospitalar. Conforme a SES, os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas.

Apesar dos registros, a Dive informou que os casos não representam motivo de preocupação neste momento. O órgão acompanha a situação e estuda novas orientações relacionadas à doença.

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, conhecido como pernilongo. Algumas espécies de aves silvestres são hospedeiras naturais do vírus.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem sintomas, geralmente leves, como febre, mal-estar, náusea, dor de cabeça e dores musculares. Em aproximadamente um a cada 150 infectados, podem ocorrer manifestações neurológicas graves, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a doença. O tratamento é realizado conforme os sintomas apresentados e, nos casos graves, pode exigir internação e suporte intensivo.

A SES recomenda eliminar locais com água parada, utilizar repelente conforme as orientações do fabricante, instalar telas em portas e janelas, usar roupas que reduzam a exposição da pele e manter os ambientes limpos. Pessoas que apresentarem confusão mental, alteração da consciência, fraqueza ou outros sintomas neurológicos devem procurar atendimento de saúde e informar sobre possível exposição a mosquitos.

Fonte: NSC Total

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