O deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR), relator do processo que pode cassar o mandato da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), quer ouvir algumas testemunhas elencadas pela defesa da parlamentar.
Ao R7, Garcia explicou que também deseja ouvir a parlamentar, ainda que seja por videoconferência, pois ela está presa na Itália. Na terça-feira (5), o relator pretende se reunir com o presidente da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), para definir quais nomes serão ouvidos.
“Após cumprir essas diligências, apresento meu voto e caberá ao presidente marcara a data para apreciar no plenário da CCJ”, explicou. Zambelli deve ser a última pessoa a ser ouvida no processo, conforme o relator.
A defesa da parlamentar quer uma audiência de acareação das seis testemunhas indicadas. Além disso, a defesa quer que Zambelli possa confrontar o hacker Walter Delgatti para que os dois apresentem suas versões sobre o caso da invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Foi esse episódio que motivou a condenação de ambos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Além da parlamentar, o advogado Fabio Pagnozzi, que defende Zambelli, apresentou à CCJ os seguintes nomes de testemunhas:
- Walter Delgatti, condenado no mesmo processo que a parlamentar;
- General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Michel Spiero, assistente técnico da defesa;
- Flávio Vieitez Reis, delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito;
- Felipe Monteiro de Andrade, agente da PF que fundamentou as acusações contra Zambelli;
Zambelli presa na Itália
Detida desde terça-feira (29), ela permanece no presídio feminino Germana Stefanini, localizado na região de Rebibbia. Durante audiência de custódia na semana passada, a detenção da parlamentar foi mantida.
Segundo a defesa, Zambelli passará por outra audiência de custódia em 13 de agosto. Até lá, a defesa não deve se manifestar judicialmente. A expectativa do advogado é de que o ministro da Justiça italiana negue a extradição da deputada.
Na quinta-feira (31), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a AGU (Advocacia-Geral da União) acompanhe o caso e adote providências relacionadas ao pedido de extradição.
Viagem à Itália
Licenciada desde 5 de julho por 127 dias, Zambelli viajou à Itália no início de junho. A defesa sustenta que a parlamentar se apresentou voluntariamente às autoridades italianas.
Em vídeo divulgado após a prisão, a deputada declarou não ter intenção de retornar ao Brasil, mas manifestou disposição para cumprir pena em território italiano.
Condenada pelo STF a dez anos de prisão, Zambelli também perdeu o mandato e foi sentenciada ao pagamento de R$ 2 milhões. A decisão se refere à invasão dos sistemas do CNJ.
Fonte: Portal Peperi
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