O projeto Quebrando o Silêncio, promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, realiza ações voltadas à conscientização e prevenção da violência contra a pessoa idosa. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre os diferentes tipos de abuso e reforçar a importância de familiares, amigos e pessoas próximas estarem atentos aos sinais.
A campanha destaca que a violência contra o idoso não ocorre apenas por meio de agressões físicas. Também são consideradas formas de violência situações de abuso psicológico, negligência, abandono, violência financeira e patrimonial, discriminação em razão da idade e violência sexual.
Em entrevista, a psicóloga Alice Ana explicou que a violência psicológica pode ocorrer, por exemplo, quando o idoso é privado do convívio com outras pessoas ou perde a autonomia para tomar decisões sobre a própria vida. Essas situações podem provocar medo, ansiedade, culpa e sofrimento persistente.
Segundo a profissional, mudanças no comportamento podem servir como sinais de alerta. O idoso pode ficar mais reservado, isolado ou apresentar alterações bruscas de comportamento, especialmente quando está na presença de determinadas pessoas.
Outro fator que pode contribuir para o silêncio das vítimas é a relação de dependência com quem pratica a violência.
De acordo com Alice, em muitos casos o agressor está no próprio círculo de convivência da pessoa idosa, podendo ser um familiar ou cuidador. A dependência emocional ou a necessidade de auxílio para questões de saúde e cuidados diários pode fazer com que a vítima tenha dificuldade para denunciar.
Por isso, a psicóloga reforça que a sociedade tem um papel importante na proteção da pessoa idosa e precisa estar preparada para perceber sinais de que algo não está bem.
A advogada Sulani Serpa destaca que o Estatuto da Pessoa Idosa estabelece mecanismos de proteção e contempla diferentes formas de violência.
Além da agressão física, estão entre as situações de violência a psicológica, o abandono, a negligência, o abuso financeiro e patrimonial, a violência sexual e a discriminação pela idade.
A advogada ressalta ainda que nem sempre o próprio idoso consegue identificar ou denunciar a situação. Por isso, pessoas que convivem com ele precisam observar possíveis mudanças de comportamento e sinais de abandono ou abuso.
Segundo Sulani, o principal objetivo do projeto Quebrando o Silêncio é justamente “abrir os olhos da população” para situações que muitas vezes não são percebidas ou reconhecidas como violência.
A campanha reforça que a proteção da pessoa idosa não é responsabilidade apenas da vítima ou da família. A sociedade também pode contribuir ao identificar sinais de violência, oferecer apoio e buscar os canais adequados de ajuda e denúncia.
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Projeto Quebrando o Silêncio alerta para violência contra a pessoa idosa
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