O diretor do Departamento de Imunizações do Ministério da Saúde, Éder Gatti, criticou, nesta quinta-feira (20), a falta de atitude do Conselho Federal de Medicina (CFM) em relação aos médicos antivacinas.
“Lamentamos muito a inércia do Conselho Federal de Medicina diante de profissionais médicos que disseminam mentiras, que fazem exploração econômica dessa situação. E esperamos que o Conselho Federal de Medicina reveja a sua postura”.
Gatti afirmou que tem cobrado uma mudança de postura do CFM e espera o estabelecimento de diálogo com a entidade. “Para que o conselho exerça a sua função”, lembrando que o CFM é uma autarquia pública.
“O CFM tem como objetivo principal fiscalizar e garantir o exercício adequado da medicina para proteger a nossa população. Então, espero que o Conselho Federal de Medicina faça isso”.A declaração foi dada durante a coletiva à imprensa para divulgação do relatório ‘Situação Mundial da Infância 2023: Para cada criança, vacinação’, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília.
Parcerias com outras entidades médicas
Éder Gatti destacou ainda que a pasta tem firmado parcerias para recuperar o índice de cobertura vacinal e reverter a queda no número de crianças sem imunização apontada pelo Unicef.
O diretor ressaltou que, na última terça-feira, o Ministério da Saúde, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e outras entidades científicas anunciam ação conjunta para apoiar a recuperar da cobertura vacinal no Brasil.
“Isso abre o caminho para estabelecermos relações com as sociedades médicas. A partir daí, teremos ações de aproximação com a categoria, no sentido de promover a vacina como algo seguro, algo que promove a vida, e trazer a educação para os profissionais médicos”. E destacou o papel do profissional de saúde. “A categoria médica usufrui de uma boa confiança da população e quando ela promove a vacinação, isso fortalece a estratégia”.
Fake News e discursos de ódio
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente da pasta, Ethel Maciel, afirmou que grupos antivacinas mobilizados em rede sociais, como o Telegram, estão sendo monitorados. “Muitos grupos não têm regulação nenhuma. Então, os conteúdos circulam livremente”, disse.
Segundo Ethel, um estudo do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), sobre o tema será publicado em breve. Investigações indicam que grupos virtuais vinculam o movimento antivacina no Brasil à circulação de mensagem de ódio e neonazistas.
“Serão objeto de investigação que já está no STF [Supremo Tribunal Federal] e serão investigadas do ponto de vista judicial”, declarou. “Infelizmente, o que está acontecendo no Brasil é algo criminoso. Não é algo espontâneo. Está sendo feito com a intenção, com método, em grupos específicos. Portanto, precisam ser investigados e que respondam na justiça por esses crimes”, acrescentou.
Resposta do CFM
Em nota à Agência Brasil, o Conselho Federal de Medicina informou que respondeu a um pedido de informações do Ministério da Saúde, oficializado em 30 de março.Em documento dirigido à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, informou que considera “importante o papel das vacinas na prevenção de doenças, de modo individual e coletivo, o CFM entende que os médicos, cientes de suas responsabilidades éticas, técnicas e legais, e a população devem atribuir importância às ações de vacinação”.
No mesmo documento, o conselho detalha as ações que adotou para “orientar pacientes sobre a importância da imunização, contra fake news ou boatos, e aborda como deve ser feita a apresentação de denúncias a profissionais”, no Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde teria ocorrido suposta irregularidade.
O CFM afirmou, ainda, que “o entendimento favorável às vacinas é compartilhado pela ampla maioria dos mais de 550 mil médicos, sendo que posicionamentos que contrariem essa percepção podem ser considerados como exceções”.
Fonte: Portal Peperi
Flávio Bolsonaro se declara presidente eleito do Brasil em carta divulgada nos EUA
Vereadora cobra informações sobre capacitação de servidores em SMO
Vereadora cobra explicações sobre possível terceirização da UPA; Prefeitura afirma que não há discussão oficial
Saúde de Belmonte recebe novo veículo para transporte de pacientes
Helicóptero da Polícia Civil flagra pesca ilegal e homem é preso no rio Uruguai
Rede Feminina encerra campanha Outubro Rosa com a Jornada Sobre o Viver em São Miguel do Oeste
Novembro terá três feriados nacionais e dois possíveis feriadões
SC confirma terceiro foco da doença de Newcastle no Oeste do estado
Carlos Bolsonaro pede desculpas ao pai após derrota de Flávio nas eleições
Polícia Civil prende condenado por estupro de vulnerável em Itapiranga
Jovem fica ferido em colisão entre carro e moto em Itapiranga
Cemitério de São Miguel do Oeste terá horário ampliado até as 20h para o Dia de Finados