Outra vez. O roteiro que se repete desde 2006 ganhou mais um capítulo na tarde quente de East Rutherford, no MetLife Stadium. O Brasil perdeu para a Noruega por 2 a 1 e voltou a cair no primeiro confronto eliminatório contra uma seleção europeia. Foi assim diante da França, em 2006; da Holanda, em 2010; da Bélgica, em 2018; da Croácia, em 2022 — e agora novamente.
O filme foi conhecido: chances desperdiçadas, erros em momentos decisivos e eliminação precoce. O Brasil perdeu pênalti, desperdiçou oportunidades claras e deu adeus ao sonho do Mundial.
Erling Haaland, duas vezes, decidiu a partida e encerrou a campanha brasileira em uma Copa na qual a Seleção depositou muitas esperanças em Vini Jr., que correspondeu, e também em Neymar, hoje distante do auge técnico que já apresentou. O camisa 10 ainda marcou o gol brasileiro nos acréscimos, mas o esforço veio tarde demais.
Os torcedores brasileiros ainda registravam selfies nas arquibancadas quando a Noruega mostrou que não seria uma tarde tranquila. Após erro no meio-campo, Odegaard apareceu livre pela direita e cruzou para Berg balançar a rede. O gol, no entanto, foi anulado por impedimento do próprio Odegaard.
O susto serviu como alerta. O Brasil demorou a se encontrar na partida, enquanto a Noruega marcava adiantada, pressionava a saída de bola e demonstrava intensidade desde os primeiros minutos.
Aos oito minutos, a Seleção conseguiu escapar da pressão. Rayan recebeu de Danilo, acionou Bruno Guimarães, que encontrou Martinelli. Escolha de Carlo Ancelotti para substituir Paquetá, o atacante mudou a jogada para Matheus Cunha no lado oposto. O brasileiro entrou em condições de finalizar, mas foi derrubado por um defensor norueguês em lance que gerou fortes reclamações por pênalti. O árbitro Ismail Elfath mandou seguir.
Pouco depois, o Brasil teve a oportunidade que parecia perfeita para abrir o placar. Bruno Guimarães foi para a cobrança de pênalti, mas bateu sem força. Nyland permaneceu firme no centro do gol e fez a defesa, levando os torcedores noruegueses ao delírio.
A partida voltou ao equilíbrio. A Noruega tinha mais posse de bola e buscava construir as jogadas, enquanto o Brasil apostava em transições rápidas. Apesar do volume ofensivo, os europeus pouco ameaçavam Alisson.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o jogo ganhou intensidade. Odegaard arriscou pela direita e levou perigo. Em seguida, Haaland recebeu na área e tentou encobrir Alisson, sem sucesso.
O Brasil respondeu. Vini Jr. recuperou a bola no ataque, tabelou com Martinelli e finalizou forte. Nyland salvou a Noruega com uma defesa usando o tornozelo. Pouco depois, Alisson mostrou por que é considerado um dos melhores goleiros do mundo.
Haaland disputou a bola com a defesa brasileira e ela sobrou para Odegaard, livre. O meia avançou e finalizou, mas Alisson saiu com precisão para evitar o gol e manter a igualdade até o intervalo.
No segundo tempo, a dinâmica permaneceu semelhante. A Noruega controlava a posse e o Brasil tentava responder nos espaços deixados pelo adversário.
Ancelotti promoveu a entrada de Endrick aos 12 minutos. Logo em sua primeira participação, Vini Jr. encontrou o atacante com um passe de trivela. Livre, Endrick dominou com dificuldade e finalizou para fora, desperdiçando a melhor oportunidade brasileira na etapa final.
Depois disso, Rayan exigiu nova defesa de Nyland, enquanto a Noruega passou a crescer no jogo. Neymar entrou e levou a torcida ao entusiasmo a cada toque na bola, mas a mudança não alterou o cenário.
Aos 34 minutos, Schjelderup venceu pela direita e cruzou para Haaland antecipar-se à defesa brasileira e marcar de cabeça.
O golpe foi duro. Dez minutos depois, Haaland voltou a aparecer para marcar o segundo gol e praticamente definir a classificação norueguesa.
Nos acréscimos, Neymar converteu pênalti e diminuiu a diferença, mas não havia mais tempo para reação.
O Brasil se despediu da Copa mais uma vez diante de um adversário europeu. E, novamente, a sensação foi a de uma história conhecida demais.
Fonte: GZH
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