Santa Catarina registrou apenas um caso de hantavirose em 2026 até o momento. A ocorrência foi confirmada ainda em fevereiro, no município de Seara, e a paciente recebeu alta após recuperação completa, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) divulgou uma nota nesta segunda-feira, 11, informando que “não há cenário de emergência sanitária nem motivo para pânico”. O órgão destacou que a doença já é conhecida e monitorada constantemente no estado.
A repercussão recente sobre a hantavirose ocorreu após a divulgação de casos registrados em um navio de cruzeiro, situação que ganhou atenção nacional e internacional. No entanto, a Dive esclarece que a linhagem do vírus relacionada ao surto no navio é diferente da identificada em Santa Catarina.
Segundo o órgão, a variante associada ao cruzeiro tem possibilidade de transmissão entre pessoas, característica que não ocorre com a linhagem circulante em Santa Catarina e no Brasil. No estado, a transmissão está relacionada ao contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados.
Entre 2020 e 2026, Santa Catarina contabilizou 92 casos confirmados da doença. Em 2023 foram 26 registros, em 2024 ocorreram outros 11 e, em 2025, 15 casos. Neste ano, apenas a ocorrência em Seara foi confirmada. A paciente, moradora da área rural do município, permaneceu internada por 16 dias antes de receber alta hospitalar.
A doença
A hantavirose é uma doença infecciosa aguda causada por vírus do gênero Orthohantavirus. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.
“Os casos costumam ocorrer em áreas rurais, galpões, depósitos, paióis, lavouras, locais fechados por longos períodos ou ambientes com acúmulo de sujeira e presença de fezes de ratos silvestres”, explica o infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde estadual.
Entre os principais sintomas estão febre, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar, náuseas e dificuldade respiratória. Em casos graves, pode ocorrer comprometimento pulmonar.
A Dive reforça ainda que a hantavirose possui baixa incidência em comparação com outras doenças respiratórias e infecciosas monitoradas no estado e que os números seguem dentro do comportamento epidemiológico historicamente observado em Santa Catarina.
Medidas Preventivas
- Evitar contato com locais com sinais de roedores;
- Manter ambientes limpos e ventilados;
- Evitar o acúmulo de lixo e restos de alimentos;
- Armazenar grãos e rações em recipientes fechados;
- Antes de limpar locais fechados por muito tempo, abrir portas e janelas por pelo menos 30 minutos;
- Não varrer fezes ou urina de roedores a seco;
- Utilizar água sanitária diluída para umedecer o local antes da limpeza;
- Utilizar equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, em ambientes com risco de contaminação.
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