Caso no Oeste segue sendo o único de hantavirose registrado no ano em SC

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

Compartilhar
Caso no Oeste segue sendo o único de hantavirose registrado no ano em SC

Santa Catarina registrou apenas um caso de hantavirose em 2026 até o momento. A ocorrência foi confirmada ainda em fevereiro, no município de Seara, e a paciente recebeu alta após recuperação completa, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) divulgou uma nota nesta segunda-feira, 11, informando que “não há cenário de emergência sanitária nem motivo para pânico”. O órgão destacou que a doença já é conhecida e monitorada constantemente no estado.

A repercussão recente sobre a hantavirose ocorreu após a divulgação de casos registrados em um navio de cruzeiro, situação que ganhou atenção nacional e internacional. No entanto, a Dive esclarece que a linhagem do vírus relacionada ao surto no navio é diferente da identificada em Santa Catarina.

Segundo o órgão, a variante associada ao cruzeiro tem possibilidade de transmissão entre pessoas, característica que não ocorre com a linhagem circulante em Santa Catarina e no Brasil. No estado, a transmissão está relacionada ao contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados.

Entre 2020 e 2026, Santa Catarina contabilizou 92 casos confirmados da doença. Em 2023 foram 26 registros, em 2024 ocorreram outros 11 e, em 2025, 15 casos. Neste ano, apenas a ocorrência em Seara foi confirmada. A paciente, moradora da área rural do município, permaneceu internada por 16 dias antes de receber alta hospitalar.

A doença

A hantavirose é uma doença infecciosa aguda causada por vírus do gênero Orthohantavirus. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.

“Os casos costumam ocorrer em áreas rurais, galpões, depósitos, paióis, lavouras, locais fechados por longos períodos ou ambientes com acúmulo de sujeira e presença de fezes de ratos silvestres”, explica o infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde estadual.

Entre os principais sintomas estão febre, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar, náuseas e dificuldade respiratória. Em casos graves, pode ocorrer comprometimento pulmonar.

A Dive reforça ainda que a hantavirose possui baixa incidência em comparação com outras doenças respiratórias e infecciosas monitoradas no estado e que os números seguem dentro do comportamento epidemiológico historicamente observado em Santa Catarina.

Medidas Preventivas

- Evitar contato com locais com sinais de roedores;

- Manter ambientes limpos e ventilados;

- Evitar o acúmulo de lixo e restos de alimentos;

- Armazenar grãos e rações em recipientes fechados;

- Antes de limpar locais fechados por muito tempo, abrir portas e janelas por pelo menos 30 minutos;

- Não varrer fezes ou urina de roedores a seco;

- Utilizar água sanitária diluída para umedecer o local antes da limpeza;

- Utilizar equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, em ambientes com risco de contaminação.

Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi