Celebrado na próxima segunda-feira, 18, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes reforça a mobilização nacional contra uma das mais graves violações de direitos da infância. A data chama atenção para a necessidade de conscientização, prevenção e responsabilização de agressores, além da importância de uma rede de proteção preparada para identificar e agir diante de sinais de violência.
Dados recentes evidenciam a gravidade do cenário. Segundo o Atlas da Violência 2025, o Brasil registra mais de 115 mil vítimas de violência sexual por ano.
De acordo com o psicólogo Miguel Bunge, especialista no atendimento a crianças e adolescentes, o abuso sexual infantil ainda é cercado por tabus, o que dificulta a identificação e a denúncia. “Muitas situações ocorrem em ambientes de confiança, o que torna mais difícil para a criança compreender e relatar o que está vivendo”, afirma.
Segundo o especialista, do ponto de vista psicológico, as consequências são profundas e podem se estender por toda a vida. Crianças e adolescentes vítimas desse tipo de violência podem apresentar ansiedade, depressão, alterações de comportamento, dificuldades escolares e transtornos mais graves. Em muitos casos, os sinais não são imediatos, o que exige atenção constante de pais, responsáveis e educadores.
Para a advogada especialista em Direito de Família Barbara Heliodora, a proteção da infância não pode se limitar a ações pontuais.
“Proteger crianças exige vigilância permanente, presença ativa dos responsáveis e coragem para denunciar. O silêncio é um dos maiores aliados do abusador”, destaca.
A especialista também ressalta a importância da condução de denúncias. “Toda suspeita deve ser investigada com máxima seriedade e prioridade absoluta à proteção da criança. Ao mesmo tempo, acusações infundadas podem causar danos profundos e romper vínculos familiares”, pontua.
A legislação brasileira prevê mecanismos de proteção imediata às vítimas. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, além dos Conselhos Tutelares e autoridades policiais.
“O combate ao abuso infantil começa quando a sociedade entende que a criança deve ser protegida acima de qualquer conflito ou interesse dos adultos. Nenhuma violência pode ser relativizada”, conclui.
Fonte: SBT
Rotary Club de São Miguel do Oeste empossa nova diretoria para o ano rotário 2026/2027
Livro sobre Olímpio Dal Magro resgata a história de um dos pioneiros de São Miguel do Oeste
Arraial Cedrense movimenta São José do Cedro com programação cultural e entrada gratuita
Estatais acumulam déficit de R$ 7,4 bilhões até maio, aponta Banco Central
Adolescente que matou colega em escola de Chapecó será internado, decide Justiça
Justiça determina suspensão de anúncios contra Jorginho Mello nas redes sociais
Campo Erê lança pedra fundamental de laboratório fitoterápico com investimento de R$ 4,5 milhões
Semana dos Pioneiros reúne 4 mil idosos em Itapiranga
Sindicato dos Produtores Rurais diz que Plano Safra deixou a desejar em vários pontos
Autuações por embriaguez ao volante caem 20% nas rodovias do Extremo Oeste em 2025
Grêmio Alto Guamerim recebe Vasco do São Sebastião na decisão do Campeonato Master
Ex-prefeito de Itapiranga morre em Florianópolis