Deputado protocola pedido de CPI na Alesc para investigar morte do cão Orelha

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Deputado protocola pedido de CPI na Alesc para investigar morte do cão Orelha

O deputado estadual Mário Motta (PSD) protocolou nesta semana um pedido de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para investigar as circunstâncias da morte do cão Orelha, em Florianópolis.

A iniciativa ocorre após o Ministério Público de Santa Catarina solicitar o arquivamento do inquérito. Conforme o órgão, perícias apontaram que o animal apresentava uma doença terminal e morreu de causas naturais, sem evidências de participação direta de suspeitos.

Segundo o parlamentar, o pedido de CPI pretende esclarecer pontos considerados contraditórios ao longo da apuração, como a identificação inicial de um adolescente apontado como suspeito pela Polícia Civil, declarações públicas do delegado-geral e do governador sobre acesso a provas, além da necessidade de maior transparência em relação às imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos colhidos. A proposta também levanta a possibilidade de federalização do caso.

“É um caso confuso e repleto de incongruências. Para mim está muito claro que aconteceram falhas na investigação. E se houve falhas, Santa Catarina e o Brasil merecem respostas”, afirmou o deputado.

Para que a CPI seja instalada, são necessárias 15 assinaturas de deputados estaduais. Motta informou que já iniciou a coleta de apoios para formar uma comissão independente, com foco em ouvir todos os envolvidos na investigação, principalmente integrantes da Polícia Civil.

Entre os pontos que podem ser analisados estão o depoimento do veterinário responsável pela eutanásia do animal, o porteiro do local, agentes envolvidos na condução do caso, além da revisão completa de imagens, perícias e testemunhos.

O deputado afirmou ainda que a proposta não representa “caça às bruxas nem vingança”, mas uma tentativa de garantir transparência e esclarecimentos sobre o caso.

“O Orelha comoveu o Brasil inteiro. Não vamos deixar esse caso ser engavetado sem uma resposta à altura. Precisamos de uma resolução eficaz, que faça justiça e não deixe a impunidade falar mais alto”, declarou.

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