Verão aumenta risco de dengue em SMO, que já registra 126 focos do Aedes aegypti

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Verão aumenta risco de dengue em SMO, que já registra 126 focos do Aedes aegypti
Foto: Divulgação, Internet

Com a chegada do verão, São Miguel do Oeste entra em um período crítico para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O alerta é do coordenador do setor de combate a endemias do município, Renério Dill, que chama atenção para o aumento de temperatura aliado às chuvas um cenário ideal para a reprodução do inseto.

Segundo Dill, desde o início do ano, já foram identificados 126 focos do mosquito no perímetro urbano. Além disso, a Secretaria de Saúde notificou 620 casos de dengue na cidade ao longo de 2025.

O combate à doença é baseado em um mapeamento de risco feito com dados dos últimos cinco anos. O levantamento mostra que os bairros Sagrado Coração de Jesus, São Luís e Jardim Peperi estão entre os mais afetados. Ainda assim, Renério destaca que todos os bairros precisam manter atenção redobrada, já que o mosquito está presente em todo o município.

Outro ponto que chama a atenção é a antecipação dos casos neste ano. “Nos anos anteriores, os registros mais intensos apareciam entre janeiro e março. Desta vez, começaram mais cedo”, afirmou o coordenador.

A preocupação é ainda maior porque o mosquito vem se adaptando ao clima local, o que torna o frio menos eficaz como barreira natural. Para melhorar o monitoramento, a cidade está ampliando de 63 para 163 o número de armadilhas (larvitrampas) instaladas. A medida, segundo Dill, vai permitir um acompanhamento mais preciso da presença do Aedes aegypti.

Ele reforça que a população tem papel essencial no combate à doença. “Eliminar focos de água parada é a forma mais eficaz de evitar novos casos neste verão”, concluiu.

Fonte: Portal Peperi

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