UNOESC promove exposição e palestra sobre felinos da fronteira durante o Dia do Meio Ambiente

Por Lucas Lôndero, São Miguel do Oeste

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UNOESC promove exposição e palestra sobre felinos da fronteira durante o Dia do Meio Ambiente
Foto: Lucas Lôndero / Portal Peperi

A Unoesc, campus de São Miguel do Oeste, realizou nesta terça-feira, 09, uma programação especial em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Entre as atividades, uma palestra sobre os felinos da região de fronteira e uma exposição fotográfica com registros históricos de onças que viveram em Santa Catarina chamaram a atenção dos participantes.

O biólogo Jackson Preuss explicou que o evento é uma tradição da instituição e tem como objetivo aproximar a comunidade das questões ambientais por meio da informação e da educação.

Segundo ele, a exposição reúne 16 fotografias históricas de onças registradas no estado, desde o século XIX até o último registro fotográfico conhecido de uma onça-pintada em Santa Catarina, realizado em 1984, no município de Campo Erê. O material faz parte de um artigo científico publicado em uma revista internacional e que ganhou destaque em diversos meios de comunicação.

As imagens apresentam não apenas os animais, mas também a história de sua ocorrência no território catarinense, destacando municípios como Joinville, Blumenau, Taió, Urubici, Fraiburgo, Paraíso e Guaraciaba. De acordo com o pesquisador, os registros ajudam a compreender a distribuição das espécies e sua importância para os ecossistemas.

Durante a entrevista, Jackson ressaltou que a onça-pintada está praticamente extinta na Mata Atlântica catarinense. Atualmente, estima-se que existam cerca de 300 indivíduos em toda a Mata Atlântica brasileira, e não há registros recentes da espécie em Santa Catarina. Já a onça-parda segue sendo monitorada por pesquisadores na região de Campo Erê.

Além das fotografias, a exposição conta com exemplares empalhados, crânios, dentes e garras de felinos, permitindo que estudantes e visitantes tenham contato direto com materiais utilizados em pesquisas científicas.

Para o biólogo, despertar a curiosidade das pessoas é fundamental para promover a conservação da fauna. “Antes de falar em preservação, é preciso que as pessoas conheçam esses animais e entendam sua importância para o meio ambiente”, destacou.

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