Projetos que restringem plásticos descartáveis preocupam indústria catarinense

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Projetos que restringem plásticos descartáveis preocupam indústria catarinense

Projetos de lei em análise no Senado Federal que preveem a substituição ou restrição ao uso de plásticos descartáveis preocupam a indústria do Sul de Santa Catarina. O setor reúne 239 empresas, movimenta cerca de R$ 6 bilhões por ano e gera mais de 12 mil empregos diretos na região.

As propostas tramitam na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Um dos textos estabelece que, em até sete anos, apenas embalagens retornáveis ou compostáveis poderão ser comercializadas. Outro prevê a substituição dos plásticos de uso único em até dois anos, enquanto um terceiro proíbe a distribuição de sacolas plásticas que não sejam biodegradáveis ou compostáveis.

Os projetos foram debatidos durante audiência pública realizada em 24 de junho, em São Ludgero, um dos principais polos da indústria de descartáveis do país.

Representantes do setor defenderam que o incentivo à reciclagem e à logística reversa seja priorizado em vez do banimento dos produtos. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Descartáveis de Criciúma, Paulo Cordes, a preservação ambiental deve ocorrer sem comprometer os empregos da região.

Já o coordenador do Instituto Oceanográfico da USP, Alexander Turra, alertou para os impactos dos microplásticos na economia do mar e na aquicultura catarinense, defendendo medidas para reduzir a poluição.

A discussão segue em análise no Senado Federal e ainda não há prazo para votação dos projetos.

Fonte: NSC Total

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