Três regiões de SC estão em situação gravíssima por causa do coronavírus

Por Cristian Lösch, São Miguel do Oeste

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Três regiões de SC estão em situação gravíssima por causa do coronavírus
G1-SC

Três regiões de Santa Catarina estão em situação gravíssima para o coronavírus, segundo o mapa de risco do governo estadual atualizado nesta quarta-feira, 08. Além da região da Foz do Rio Itajaí, no Vale, que já estava nessa situação há três semanas, as regiões de Laguna, no Sul, e Xanxerê, no Oeste, tiveram agravamento da classificação.

O mapa avalia o risco potencial de transmissão da doença entre a população, o risco para o sistema de saúde, como também a situação geral da pandemia, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Santa Catarina tem atualmente 406 mortes confirmadas por Covid-19 e mais de 35 mil casos desde o início da pandemia.

Atualizado semanalmente, o sistema divide Santa Catarina por 16 regiões de saúde a partir de dados epidemiológicos que levam em consideração o aumento de casos e mortes por Covid-19, além da ocupação de leitos hospitalares.

Com exceção da Serra catarinense e de uma parte do Oeste, que estão em situação de alto risco por causa da Covid-19, outras 11 regiões de saúde estão sem situação grave, segundo o governo: Norte, Sul e Oeste do estado, além da Grande Florianópolis.

O mapa mostra ainda que o risco de transmissão está mais alto e, com isso, a recomendação é de isolamento social para a maior parte de Santa Catarina.

Pela primeira vez o mapa do estado aponta também para a necessidade de ampliação de leitos de unidade de terapia intensiva e também leitos clínicos por causa do risco iminente de lotação. Essa situação ocorre no Alto Vale do Itajaí, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna e Xanxerê. Alguns umas unidades de saúde do Vale, Litoral Norte e Florianópolis, inclusive, anunciaram lotação nos últimos dias. O Estado diz que vem buscando ampliar esses leitos, com envio de equipamentos a hospitais estaduais e filantrópicos.

O mapa é classificado em cores, sendo a vermelha para situação gravíssima em relação ao coronavírus, e é usado desde junho, quando o Governo anunciou a descentralização das ações de combate ao coronavírus, dando aos municípios a possibilidade de restringirem ou não medidas em suas regiões.

No entanto, um programa de descentralização só foi instituído um mês depois em portaria. É por este mapa que as cidades devem basear as decisões de restrições.

Fonte: Portal Peperi

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