O trabalho de georreferenciamento que está sendo executado em dois municípios da região Extremo-Oeste catarinense está sendo acompanhado de perto pela equipe do governo estadual.
A garantia é do diretor de desenvolvimento sustentável e fundiário da secretaria de estado de Agricultura, Hilário Gottselig.
Ele esteve em São Miguel do Oeste e também em Barra Bonita nesta semana para avaliar e analisar as ações já realizadas pelas empresas ganhadoras das licitações para executar o serviços nos dois municípios e de acordo com ele, o momento serviu para verificar se o trabalho realizado até o momento está seguindo as regras exigidas, se todos os pontos estão sendo cumprido do ponto de vista técnico e também se a execução e o atendimento aos agricultores está adequado.
Conforme Hilário, todos os dados foram avaliados e o governo já tem uma posição inicial das ações já executadas pela empresa nos dois municípios da região.
O diretor de desenvolvimento sustentável e fundiário da secretaria de estado de Agricultura, Hilário Gottselig, citou que Santa Catarina possui 355 mil propriedades de até quatro módulos fiscais e ao todo, são 373 mil com matrículas no Incra.
Ele falou sobre a lei 10.267 que trata do georreferenciamento e pontuou que nas propriedades com até quatro módulos fiscais, o trabalho deve ser executado pelo poder público.
Ele lembrou que no mês que vem vence o prazo para propriedades que tenham entre 25 e 100 hectares, sendo que acima de 100 hectares, o georreferenciamento já é obrigatório em todo o país.
Hilário Gottselig comentou ainda que até novembro de 2025 todas as propriedades terão que estar com o georreferenciamento e o objetivo do governo estadual é realizar esse trabalho o quanto antes, certificando e georreferenciando junto ao Incra.
Ele disse que o montante investido é alto, porém, frisou que uma série de fatores são avaliados e por ser licitação, o preço menor sempre vence.
Ele também abordou sobre o número de de propriedades com o georreferenciamento em Santa Catarina e detalhou que já são 51 mil localidades, onde ao todo, o governo já investiu quase R$ 11 milhões, sendo que, apenas neste ano já foram beneficiadas 7.891 áreas com custo de R$ 1,8 milhão.
Hilário mencionou ainda que já está aprovado um recurso superior a R$ 9 milhões para beneficiar 20 mil propriedades.
O diretor de desenvolvimento sustentável e fundiário da secretaria de estado de Agricultura lembrou ainda da parceria realizada com o Incra e com os municípios e entidades.
Ele revelou ainda que em São Miguel do Oeste já foram realizados quase 700 cadastros e aproveitou a entrevista para pedir atenção dos agricultores para o georreferenciamento, haja visto, o processo não ter custo, sendo necessário apenas o pagamento no registro de imóveis.
Fonte: Portal Peperi
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