Na manha desta sexta-feira, os prefeitos de Descanso, Belmonte, Bandeirante, Paraíso, Barra Bonita, representantes de Tunápolis, secretários e vereadores de Descanso, representantes da Casan, Aris e Conder acompanharam os primeiros testes na estação de tratamento de dejetos humanos, localizada na Linha Campinas, interior de Descanso.
Os oito municípios, Descanso, Belmonte, Bandeirante, Paraíso, Barra Bonita, Tunápolis, Santa Helena e São Miguel do Oeste fazem parte do acordo de cooperação firmado em setembro de 2018 para a implantação do sistema de coleta de esgoto em seus municípios para tratamento na estação de Descanso.
O prefeito de Descanso Sadi Bonamigo ressalta que foram investidos R$ 600 mil na obra, sendo destes, R$ 400 mil do Fundo Estadual de Proteção ao Meio Ambiente, Fepema, e R$ 200 mil de recursos próprios do município.
Entenda como vai funcionar a estação de tratamento de dejetos humanos da linha Campinas
O esgoto será coletado das fossas domiciliares pelo caminhão limpa-fossa e levado até a estação, onde será depositado em uma caixa de decantação. Na etapa do tratamento, os efluentes passam pelo processo de eletro flotação onde os sólidos em suspensão são separados e o lodo flotado vai para a compostagem.
Depois de um período, se tornará um composto orgânico que poderá ser utilizado como adubação de árvores e ajardinamento.
Segundo o secretário de Administração, Paulo Lauxen, a estação tem capacidade de processar até 40 cúbicos de lodo por dia e poderá atender até cinco mil imóveis entre os oito municípios, para isso, todas as fossas deverão estar regularizadas. Ele afirma que os testes ontem comprovaram que a estação está em condição de funcionamento.
Em Descanso, das 1.800 fossas, 500 já estão regularizadas.
O município está em tratativas com a Casan e outros órgãos com o objetivo de buscar recursos para subsidiar parte das regularizações, principalmente, para famílias de baixa renda.
O custo mensal de operação da estação será em torno de R$ 70 mil. Um estudo genérico feito pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento, Aris, mostra que para ser um sistema economicamente sustentável, a tarifa cobrada de estabelecimentos comerciais, casas e prédios seria em média de R$ 15,00 mensal. Em breve um novo estudo será realizado pela ARIS para obter dados mais específicos da estação.
Paulo Lauxen comenta que o próximo passo é discutir com o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e os vereadores um novo projeto de lei para criação do sistema de esgotamento sanitário no município, considerando que o primeiro enviado ao legislativo foi rejeitado.
Fonte: Portal Peperi
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