Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira, 28, todos os processos judiciais que questionam a validade de um artigo do Código Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina. A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC), que atuou em nome do Governo estadual, e evita prejuízos bilionários à economia catarinense.
A decisão do relator na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.811 interrompe a tramitação de ações que envolvem a definição do que são campos de altitude — ecossistemas com vegetação típica e relevante valor ambiental. A norma catarinense, prevista na Lei 14.675/2009, define que esses campos ocorrem em áreas acima de 1.500 metros de altitude. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), porém, vinha desconsiderando a legislação estadual e aplicando sanções com base em norma federal, que define como campo de altitude qualquer área acima de 400 metros.
A divergência vinha gerando insegurança jurídica para produtores rurais, empresas e setores como a silvicultura. Mesmo após a norma estadual ser considerada constitucional pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e pelo próprio STF em decisão anterior (RE 1.264.788/SC), o conflito voltou à pauta, provocando novos processos judiciais em diferentes instâncias.
Atuação estratégica
Na semana passada, uma reunião com o governador Jorginho Mello, o procurador-geral do Estado, Márcio Vicari, o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, e a prefeita de Lages, Carmen Zanotto, discutiu os riscos sociais e econômicos gerados pelo impasse legal. A partir disso, o governador determinou ação imediata da PGE/SC.
No documento protocolado no STF, a Procuradoria destacou a necessidade de uniformização da interpretação jurídica para evitar decisões conflitantes em todo o país. Segundo o procurador-geral, a medida visa garantir a autoridade do STF e a segurança jurídica para milhares de produtores em situação semelhante.
“Se esta compreensão fosse mantida, não só Lages, mas todo o Planalto Serrano e considerável parte de Santa Catarina teriam prejuízos praticamente incalculáveis. Esta decisão é uma vitória que nos dá fôlego e tranquilidade jurídica”, afirmou Márcio Vicari.
Decisão com impacto estadual
Com a decisão do ministro Gilmar Mendes, todos os processos sobre o tema ficam suspensos — incluindo os que tramitam na Justiça Federal e no TRF-4 — até o julgamento final da ADI pelo STF. O ministro destacou a “ampla controvérsia jurídica” e o risco de insegurança gerado por decisões divergentes.
Atuaram no caso os procuradores do Estado Júlio Figueiró Melo e o procurador-geral Márcio Luiz Fogaça Vicari.
Fonte: Portal Peperi
Morre Jacob Klagenberg, figura importante da Safrita e Papai Noel de Itapiranga
Colisão entre carro e moto deixa duas pessoas feridas em SMO
Colisão entre camionetas deixa homem ferido na BR-282, em Paraíso
Atuação de ambulantes em Itapiranga gera preocupação no comércio
Trânsito é totalmente liberado na ponte sobre o Rio Uruguai em Chapecó
Deputado destaca importância de emendas para garantir recursos à região em 2027
PM apreende 24 mil garrafas de cerveja com rótulos falsificados em SC
Câmara aprova projetos para criação de cargos efetivos em Itapiranga
Defesa Civil alerta para temporais severos e vendaval no Extremo-Oeste neste sábado
Estúdio D.A. Dança apresenta espetáculo “O mundo se conta em movimento” em São Miguel do Oeste
Réu é condenado a 13 anos de prisão por acidente que matou jovem na BR-163 em Guarujá do Sul
Advocacia Favero reúne empresários em workshop sobre o fim da escala 6x1