O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) realiza nesta quarta-feira, 11, uma assembleia geral do magistério catarinense em Florianópolis. O encontro deve reunir professores de todas as regiões do estado e pode definir os próximos passos da categoria, incluindo a possibilidade de greve.
De acordo com a presidente do Sinte, Elivane Sechi, caravanas de educadores foram mobilizadas para participar. Ela afirmou que a Secretaria de Estado da Educação garantiu que os professores que comparecerem à assembleia não terão o dia descontado.
A programação começou hoje pela manhã, quando o sindicato promove uma reunião do Conselho Deliberativo para avaliar a situação das negociações com o governo do estado. Já na parte da tarde, os professores se reúnem em assembleia geral na Praça Tancredo Neves, no Centro da capital. Esta será a primeira assembleia geral do Sinte em 2026.
Um dos pontos centrais da discussão será a descompactação da tabela salarial do magistério, reivindicação histórica da categoria. Segundo Elivane Sechi, o tema vem sendo debatido há vários anos e ganhou força no segundo semestre de 2025, quando o sindicato apresentou uma proposta de reestruturação da carreira, prevendo remuneração diferenciada conforme a formação e os níveis profissionais dos professores.
Ainda nesta terça-feira, 10, o governo de Santa Catarina apresentou ao sindicato uma contraproposta sobre a descompactação da tabela salarial. A informação foi confirmada pela presidente do Sinte. O documento será analisado primeiro pelo Conselho Deliberativo e depois submetido à votação dos professores durante a assembleia.
Além da questão salarial, outros temas também devem entrar na pauta. Entre eles estão a realização de novos concursos públicos para o magistério, a chamada de candidatos aprovados em concursos anteriores e a situação dos assistentes técnicos e pedagógicos nas escolas estaduais.
Segundo Elivane Sechi, a Secretaria de Estado da Educação informou que uma nova chamada do concurso do magistério deve ocorrer em breve e que o governo pretende lançar um novo concurso público para professores até o final de abril.
Mesmo com as negociações em andamento, o clima entre os professores ainda é de cautela. A presidente do sindicato afirmou que a possibilidade de greve não está descartada.
Ela destacou que a descompactação da tabela salarial é considerada uma questão central para o magistério catarinense e que, caso não haja avanço nas negociações com o governo, os professores podem decidir por uma paralisação.
A decisão final sobre eventuais mobilizações deve sair da assembleia desta quarta-feira, que promete reunir um grande número de profissionais da educação na capital catarinense.
Fonte: Portal Peperi
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