O Ministério Público denunciou os sete autores por fazer uma família de Anchieta refém na madrugada de domingo do dia 14 de fevereiro deste ano, por volta das 2h. Na ocasião os criminosos invadiram a casa armados com uma metralhadora, três revólveres e um facão e renderam os moradores.
Na época, os homens armados arrombaram a porta da residência do empresário e roubaram bens e valores avaliados em cerca de R$ 255 mil. O empresário e a família ficaram em poder dos assaltantes por mais de 40 minutos sofrendo agressões e ameaças. Os criminosos foram condenados por roubo, extorsão e corrupção de menores e as penas aplicadas aos sete criminosos variam de 18 a 41 anos de prisão. As penas deverão ser cumpridas em regime inicial fechado.
A família ficou amarrada durante toda a ação criminosa, que durou cerca de 40 minutos. Nesse tempo, os proprietários da residência foram agredidos com socos, coronhadas e golpes dados com a lâmina da faca, a fim de que informassem a senha de um cofre. Diante da recusa em falar a senha, os criminosos ameaçaram cortar os dedos do filho do casal caso não fornecessem a informação. Nesse momento, o empresário disse os números, porém, o cofre não abriu e o proprietário falou aos criminosos que um alarme soaria no depósito da residência. Os bandidos, então, pegaram o que conseguiram - 80 mil pesos argentinos, R$ 10 mil, jóias, perfumes, a caminhonete da família e outros bens e em seguida fugiram do local.
Segundo a promotora de Justiça, Aline Restel Trennepohl, o crime contou com a participação de mais duas pessoas, um adolescente de 14 anos que ficou vigiando a rua e Deison da Rosa, que auxiliou no planejamento, emprestou o automóvel utilizado no assalto e depois do roubo escondeu os criminosos no sítio de seu padrasto. À exceção do adolescente, processado por ato infracional e sentenciado ao cumprimento de medida socioeducativa, os sete participantes do crime foram condenados pelos crimes de roubo - agravado pelo concurso de pessoas, uso de arma branca e uso de arma de fogo -, extorsão e corrupção de menores. Presos preventivamente no curso da ação, os réus tiveram negado o direito de recorrer da sentença em liberdade.
Veja a pena de cada um dos réus
Deison da Rosa: 35 anos, 5 meses e 18 dias de reclusão
Fernando Dias: 26 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão
Gilmar Rodrigo Martins: 41 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão
Matheus de Menezes Marmet: 26 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão
Mozart Meireles Ribeiro: 18 anos e 24 dias de reclusão
Neudi Martins da Rocha: 41 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão
Thiago Bachi: 33 anos, 7 meses e 12 dias de reclusão
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Fonte: Portal Peperi
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