Santa Catarina tem ao menos 192 prefeitos aptos a concorrer à reeleição nas Eleições 2024. Esse é o número de prefeitos que estão no cargo atualmente em um primeiro mandato, e podem tentar uma segunda gestão caso desejem. O levantamento foi feito pela reportagem do NSC Total com base em dados da Justiça Eleitoral.
Em 2020, o Estado teve 119 prefeitos reeleitos, que por conta da legislação eleitoral não poderiam mais disputar a eleição para o mesmo cargo na votação deste ano. De lá para cá, em pelo menos 16 dessas cidades houve renúncias dos prefeitos. Em alguns casos, as desistências ocorreram para a disputa das eleições de 2022.
Foi assim, por exemplo, em Florianópolis, onde o prefeito reeleito Gean Loureiro (União) deixou o cargo para disputar o governo de SC, e também em Porto Belo, onde o prefeito Émerson Stein (MDB) saiu para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa — ele ficou como suplente e atualmente exerce o cargo no lugar de Jerry Comper (MDB), que se licenciou da Alesc para ser secretário de Infraestrutura de SC.
Em Jaraguá do Sul, o também emedebista Antídio Lunelli renunciou para mais tarde concorrer igualmente a uma vaga na Alesc, também conquistada nas urnas.
Em outros municípios, as saídas dos reeleitos do cargo foram motivadas pelas investigações e prisões da Operação Mensageiro. Dos 16 prefeitos presos no decorrer do escândalo do lixo, nove haviam sido reeleitos para o cargo em 2020 e optaram por deixar o cargo.
Na maioria dos casos de renúncias, tanto de prefeitos que saíram para concorrer quanto os que renunciaram em razão de investigações, os vices assumiram em definitivo a prefeitura. Eles, segundo a legislação eleitoral, podem concorrer à reeleição na disputa municipal de outubro deste ano, caso desejem buscar um segundo mandato. Na soma geral, sobram 192 prefeitos que não foram reeleitos em 2020 ou assumiram o cargo depois disso e, portanto, ainda têm direito a concorrer a uma reeleição.
A ida ou não desses prefeitos à tentativa de reeleição depende do projeto político de cada um e das alianças locais que forem construídas. A eventual candidatura dependerá também da comprovação dos critérios de elegibilidade e documentação exigida pela Justiça Eleitoral. O sinal verde de momento vem do fato de ainda estarem no primeiro mandato do cargo — desde 1998, a legislação eleitoral permite uma reeleição nos cargos de prefeito, governador e presidente.
Nas 30 maiores cidades de SC, 18 prefeitos têm condições de concorrer à reeleição em outubro caso desejem seguir no cargo. Outros 12 já estão no fim do segundo mandato e precisarão tomar novos rumos políticos a partir de dezembro, ficando de fora das urnas neste ano (veja os nomes na galeria abaixo).
Entre as maiores cidades de SC, este é o caso por exemplo do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (PL), de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), e de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (PL).
Já outros nomes que ganharam força após a vitória nas urnas em 2020 são considerados nomes certos nas corridas pela reeleição nas maiores cidades, ainda que alguns partidos não confirmem oficialmente. Enquadram-se neste caso o prefeito de Joinville, maior cidade do Estado, Adriano Silva (Novo), de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), São José, Orvino Coelho d’Ávila (PSD), e de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
O professor e cientista político Eduardo Guerini aponta que em geral os prefeitos que se candidatam à reeleição têm vantagens como a exposição do período à frente do cargo e a agenda construída geralmente no último ano do mandato, com inaugurações e entregas de obras. Segundo ele, isso cria um cenário com mais dificuldades para os opositores.
— O instituto de reeleição sempre é questionável, mas é importante destacar que as gestões municipais bem avaliadas, que essencialmente traduzem uma melhoria na qualidade de vida dos munícipes, acaba sendo novamente levada à vitória — aponta.
Guerini afirma que a eleição municipal de 2024 até o momento não tem indícios de que abrirá espaço para processos de mudança política. Na avaliação dele, as pré-candidaturas já colocadas ainda estão relacionadas com a eleição presidencial de 2022, mantendo o clima de polarização e de embates ideológicos, com pautas de costumes.
— Há um bolsonarismo inconteste, uma leitura bastante conservadora em relação à possibilidade de mudança e teremos uma polarização muito acirrada. Embora a eleição municipal esteja sempre relacionada a problemas do cotidiano do munícipe, a disputa estará sendo arregimentada por forças conservadoras ligadas ao bolsonarismo — analisa.
Fonte: Portal Peperi
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