SC pode registrar mais de mil casos por ano de câncer de colo do útero

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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SC pode registrar mais de mil casos por ano de câncer de colo do útero

Santa Catarina pode registrar cerca de 1.030 novos casos de câncer de colo do útero por ano, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante do cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça, durante o Março Lilás, a importância da vacinação contra o HPV e da realização de exames preventivos para evitar a doença.

Considerado o terceiro tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, excluindo tumores de pele não melanoma, o câncer de colo do útero está diretamente ligado à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV).

A vacina contra o vírus é apontada como a principal forma de prevenção. Ela é oferecida gratuitamente pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde também ampliou até o primeiro semestre de 2026 o prazo para que jovens de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram possam receber o imunizante.

Além disso, pessoas com condições clínicas especiais, como pacientes oncológicos, transplantados, imunossuprimidos e pessoas vivendo com HIV/Aids, podem receber a vacina até os 45 anos.

Em Santa Catarina, o tratamento oncológico é realizado em 21 hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde, que oferecem serviços como consultas, exames, cirurgias, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapia hormonal.

No Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Florianópolis, foram atendidas 112 mulheres com câncer de colo do útero em 2025.

De acordo com especialistas, além da infecção pelo HPV, fatores como tabagismo, múltiplos parceiros sexuais e ausência do uso de preservativos também podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

Outro ponto fundamental para reduzir a mortalidade é o diagnóstico precoce. O exame Papanicolau permite identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para um tumor maligno.

Nos estágios iniciais, a doença pode não apresentar sintomas. Já em fases mais avançadas, podem surgir sinais como sangramento vaginal anormal, corrimento com odor desagradável e dor na região pélvica.

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