Quatro casos de evento adverso neurológico associados ao uso da substância injetável tirzepatida, recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratamento da obesidade e controle glicêmico de adultos com diabetes mellitus tipo 2, estão sendo acompanhados pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. De acordo com a pasta, a Anvisa já foi comunicada sobre os casos.
Após a divulgação de que pelo menos seis mortes suspeitas em todo o Brasil por pancreatite em pessoas que usaram canetas para obesidade e diabetes, além de mais de 200 notificações de problemas no pâncreas em pacientes que usavam fármacos que possuem esse ativo, a pasta catarinense afirmou que nenhum caso foi registrado no Estado.
A Diretoria de Vigilância Sanitária (DIVS/SC) emitiu uma nota com alertas à população sobre riscos à saúde associados ao uso indiscriminado e à aquisição irregular de medicamentos à base de Tirzepatida e Retatrutida. No Brasil, a tirzepatida é comercializada com o nome Mounjaro e tem registro aprovado pela Anvisa. Já a Retatrutida é um medicamento experimental, ainda em fase de estudos clínicos, sem aprovação em nenhum país do mundo. Ambas são desenvolvidas pela empresa farmacêutica Eli Lilly.
A DIVS alerta para que uso de tirzepatida seja feito somente sob prescrição médica, com acompanhamento profissional contínuo e dentro das dosagens prescritas. O uso realizado de forma inadequada pode causar efeitos adversos graves, como náuseas intensas, vômitos persistentes, desidratação severa, hipoglicemia, pancreatite aguda e outros riscos à saúde.
Dessa forma, a substância só pode ser vendida em farmácias e drogarias devidamente autorizadas, sendo proibida a compra e comercialização por redes sociais, aplicativos de mensagens, sites não regularizados ou vendedores informais, já que há o risco de falsificação. Além disso, profissionais não habilitados, como enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, profissionais de educação física não possuem competência legal para prescrever a tirzepatida.
Recomendações da Diretoria de Vigilância Sanitária de SC
A DIVS recomenda que a população não utilize esses medicamentos por indicação de influenciadores ou terceiros. Além disso, há a necessidade de verificação da embalagem, já que medicamentos legítimos devem possuir número de registro no Ministério da Saúde, lacre de segurança, identificação, lote e validade.
A população também deve desconfiar de preços muito abaixo do mercado, já que os medicamentos podem ser falsificados, adulterados ou armazenados de forma inadequada. Somente o profissional de saúde habilitado pode avaliar a real necessidade do tratamento, definir a dose correta e monitorar possíveis efeitos colaterais.
Confira a nota da Secretaria de Estado da Saúde na íntegra
“A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que está acompanhando e monitorando a situação em Santa Catarina, conforme a orientação da Anvisa. Além disso, também publicou um alerta estadual. Até o momento não há nenhum caso de pancreatite registrada no Estado.
Seguimos acompanhando quatro casos de evento adverso neurológico com associação ao uso de tirzepatida que já foram comunicados à Anvisa”.
Fonte: Portal Peperi
Saer transfere idoso de São João do Oeste para Hospital de Xanxerê em 25 minutos
Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo
Prefeitura de SMO discute com DNIT melhorias no trevo da BR-282 com a SC-163
Réu pela morte de Catarina Kasten depõe em audiência e responde apenas à defesa
Patrimônio de Vorcaro cresceu R$ 1,2 bilhão em um ano, revelam declarações ao IR
Após problemas em Itapiranga, Corpo de Bombeiros lança aplicativo para acionar 193
ADEFISMO realiza assembleia para eleger nova diretoria em São Miguel do Oeste
Começa nesta quinta-feira o Liquida Inverno Iporã
Homem que foi encontrado morto dentro de carro, é identificado