Maio Roxo é o mês dedicado ao alerta sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs). Segundo o Ministério da Saúde, as mais comuns são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Em Santa Catarina, são 7.718 pacientes com as duas condições atendidos pelo Componente Especializado de Assistência Farmacêutica (CEAF), segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal é celebrado em 19 de maio, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 5 milhões de pessoas ao redor do mundo convivem com DIIs. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) estima que cerca de 1,6 milhão de indivíduos enfrentam essas doenças.
Ainda de acordo com a SBCP, Santa Catarina é o terceiro estado brasileiro com maior prevalência acumulada das duas condições.
No Estado catarinense, são 2.575 pacientes atendidos com a Doença de Crohn, e 5.143 com Retocolite Ulcerativa, ainda conforme a SES. O CEAF é uma parte fundamental da Assistência Farmacêutica no SUS que foi criado para garantir o tratamento integral aos pacientes de todas as condições clínicas estabelecidas nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) publicados pelo Ministério da Saúde.
Diante da ausência de cura e do pouco conhecimento sobre as causas das DIIs, a campanha Maio Roxo promove, ao longo do mês, ações de conscientização para ampliar a informação sobre essas doenças.
Causas, sintomas e diagnóstico
A causa das doenças inflamatórias intestinais ainda é desconhecida, de acordo com o Ministério da Saúde. Acredita-se que esteja relacionada a fatores genéticos, imunológicos, ambientais ou de alteração da flora intestinal (disbiose intestinal).
O gastroenterologista Nelson Cathcart Jr., que atua em Florianópolis, explica que os principais sintomas das DIIs incluem diarreia crônica (persistente por mais de 30 dias), dor abdominal, sangramento nas fezes, perda de peso, fadiga, febre, náusea e vômito.
— Por serem doenças autoimunes, sem um método claro de prevenção, é essencial buscar atendimento médico ao perceber esses sinais — orienta.
Além dos sintomas, exames laboratoriais de sangue e fezes, colonoscopia com biópsia, tomografia e ressonância magnética auxiliam no diagnóstico correto e no início do tratamento precoce.
— Apesar de não haver cura, existem tratamentos eficazes para o controle das doenças, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes — acrescenta o médico.
Especializado em doenças do trato digestivo, Nelson Cathcart Jr. destaca que as doenças de Crohn e Retocolite Ulcerativa podem afetar pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos, sendo mais comuns entre jovens e adultos de 15 a 40 anos.
— Outro aspecto relevante é que a inflamação intestinal pode desencadear lesões em articulações, pele, olhos e fígado, caracterizando as chamadas manifestações extra intestinais — explica.
Fonte: Portal Peperi
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