Santa Catarina registrou a primeira morte por dengue de 2022, informou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado (Dive) no final da tarde desta sexta-feira, 28. A vítima é um homem de 40 anos que morava em Criciúma, no Sul catarinense.
A Dive considerou o caso como importado, já que o paciente havia viajado para o estado de São Paulo e pode ter se infectado nesse local. A doença é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti.
O homem começou a manifestar sintomas como dor no corpo, febre e enjoo ainda em dezembro, segundo a Dive. Ele piorou e passou a ter náuseas, dor nas articulações e no abdômen e desidratação.
A vítima chegou a ser internada, mas não resistiu e morreu em 15 de janeiro. O caso foi investigado pela Secretaria de Saúde de Criciúma, Gerência Regional de Saúde e Dive.
Em relação à situação da dengue no estado, foram confirmados cinco casos da doença até 15 de janeiro, conforme a Dive. Desses, três são importados e dois estão em investigação para se descobrir a origem da infecção.
Não há casos de vírus da zika ou febre de chikungunya em Santa Catarina este ano. Essas outras duas doenças também são transmitidas pelo mesmo mosquito.
No ano passado, Santa Catarina teve sete mortes por dengue. Cinco delas ocorreram em Joinville, no Norte. Houve também uma em Camboriú, no Litoral Norte, e outra em Florianópolis.
Todos os óbitos de 2021 por dengue foram considerados autóctones, ou seja, as vítimas foram infectadas dentro do estado.
Sintomas
Conforme a Dive, normalmente a primeira manifestação da dengue é febre alta, entre 39ºC e 40ºC, de início abrupto. Esse sintoma geralmente dura de dois a sete dias e pode ser acompanhado de dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos.
Metade dos pacientes também apresentam manchas pelo corpo, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Além disso, pode ocorrer perda de apetite, náuseas e vômitos.
A Dive orienta que pessoas que apresentem esses sintomas procurem atendimento em um serviço de saúde.
Prevenção
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica divulgou orientações para evitar a proliferação do mosquito:
evite usar pratos nos vasos de plantas - se usá-los, coloque areia até a borda;
guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
mantenha lixeiras tampadas;
deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
mantenha ralos fechados e desentupidos;
lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
retire a água acumulada em lajes;
dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;
mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
caso apresente sintomas de dengue, febre de chikungunya ou vírus da zika, procure uma unidade de saúde para o atendimento
Fonte: Portal Peperi
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