Réu pela morte de Catarina Kasten depõe em audiência e responde apenas à defesa

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Réu pela morte de Catarina Kasten depõe em audiência e responde apenas à defesa
Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total

O réu no processo que apura a morte da estudante Catarina Kasten, Giovane Correa Mayer, prestou depoimento durante a audiência do caso realizada na última quarta-feira, 11, em Florianópolis. Ele é acusado de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes, pelo crime ocorrido em novembro de 2025, na trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis. Na época da prisão, o réu confessou o crime.

De acordo com os advogados de defesa Estela Mazia e Uilian Salomão de Andrade, na audiência, o réu respondeu somente às perguntas feitas pela própria defesa durante o interrogatório. Conforme o rito dessa etapa do processo, o Ministério Público e a assistência de acusação também podem dirigir perguntas ao réu.

“O réu Giovane respondeu somente às perguntas da defesa, de acordo com o direito que lhe assiste no artigo 5º, inciso LXIII da Constituição”, afirmaram os advogados, citando a lei que garante o direito de permanecer calado.

Todas as testemunhas foram ouvidas

A audiência de instrução e julgamento faz parte da fase de produção de provas do processo criminal. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), seis testemunhas foram indicadas pela acusação e uma pela defesa.

A audiência foi concluída no mesmo dia e não há novas testemunhas a serem ouvidas. De acordo com a advogada da família de Catarina e assistente de acusação, Daniela Felix, ficou pendente a decisão do juiz sobre um pedido da defesa.

Caso o pedido seja negado, o processo seguirá para a fase de alegações finais da acusação e da defesa. Em seguida, caberá ao juiz decidir se o réu será pronunciado, ou seja, enviado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Segundo a assistente de acusação, a expectativa da família é que o caso avance para júri popular ainda em 2026.

“Temos a expectativa de que há elementos suficientes para formulação do juízo de admissibilidade, o que levará o réu ao Tribunal do Júri”, afirmou a advogada Daniela Felix, em nota, nesta quinta-feira, 12.

Relembre o caso

O assassinato aconteceu no dia 21 de novembro, nas nas proximidades da trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis. Catarina havia saído de casa por volta das 6h50min, uma sexta-feira, para uma aula de natação.

Ao perceber a demora da estudante de pós-graduação da UFSC em retornar para casa, o companheiro dela acionou a Polícia Militar por volta do meio-dia, após confirmar que ela não tinha comparecido à aula.

Giovane Correa Mayer, de 21 anos, foi identificado com a ajuda de câmeras de segurança e de fotografias feitas por turistas minutos antes do crime. A denúncia do MP afirma que o homem agiu de forma premeditada, ficando escondido atrás de uma lixeira para monitorar a movimentação no local.

Em depoimento, o homem afirmou que imobilizou a vítima com um golpe no pescoço e a arrastou para um local isolado da mata. Ele foi preso em casa, na Armação, e confessou ter matado a estudante.

Fonte: NSC Total

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