A possível redução da carga horária semanal de trabalho poderá gerar impacto de R$ 10,8 bilhões por ano às cooperativas de Santa Catarina, segundo levantamento divulgado neste mês pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina. A proposta, que deve ser apreciada pelo Congresso Nacional neste semestre, prevê a diminuição da jornada de 44 para 40 ou 36 horas semanais, sem redução salarial.
De acordo com o presidente da entidade, Vanir Zanatta, as cooperativas catarinenses mantêm atualmente 102.402 empregados diretos. Caso a jornada seja reduzida para 40 horas semanais, seriam necessárias 12.394 novas contratações, com custo mensal estimado em R$ 74,3 milhões. Se a carga horária cair para 36 horas, o número de admissões subiria para 26.664, com impacto mensal de aproximadamente R$ 159,9 milhões.
A entidade também argumenta que não há mão de obra disponível no Estado para suprir essa demanda. Conforme dados citados pela Ocesc, Santa Catarina registrou taxa de desemprego de 2,3% no terceiro trimestre de 2025, cenário considerado de pleno emprego. Segundo Zanatta, setores como agricultura, comércio e serviços enfrentariam dificuldades para manter linhas de produção, indústrias, granjas e frigoríficos em funcionamento.
O dirigente classificou a proposta como “movimento irresponsável e flagrantemente eleitoreiro”, afirmando que a medida não foi precedida de estudos aprofundados sobre os impactos econômicos. Ele também destacou que o Brasil ocupa a 94ª posição no ranking global de produtividade do trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre 184 países avaliados, ficando atrás de nações como Uruguai, Argentina, Chile e Cuba.
Outro ponto levantado é que os brasileiros trabalham, em média, 38,9 horas por semana, jornada inferior à de 97 países e territórios analisados pela OIT. Para a Ocesc, a redução da jornada poderá resultar em aumento dos custos operacionais, perda de competitividade e elevação de preços ao consumidor final, além do risco de crescimento da informalidade.
Zanatta defende que eventuais mudanças na jornada sejam definidas por meio de acordos coletivos entre empregadores e empregados, com mediação sindical, e não por imposição legal. Segundo ele, a proposta se soma a outros fatores que compõem o chamado “custo-Brasil”, como alta carga tributária, excesso de regulamentação e insegurança jurídica, que já impactam a competitividade das empresas no mercado internacional.
Fonte: Portal Peperi
Identificado detento encontrado morto em presídio de São Miguel do Oeste
Coreia do Sul vira contra a Tchéquia e estreia com vitória na Copa do Mundo
Detento é encontrado morto no presídio de São Miguel do Oeste
México vence na estreia da Copa do Mundo 2026
Veja como foi a Cerimônia de Abertura da Copa do Mundo 2026
Detento tenta fugir durante atendimento odontológico em Maravilha, mas é recapturado minutos depois
Esporte e Cidadania: O Impacto dos 20 Anos de Kickboxing e Muay Thai em Campo Erê
Centro Espírita Seara da Fé celebra 43 anos com programação em SMO
Conferência Regional do Vereador Mirim terá mais de 100 participantes em Tunápolis
Vereadores solicitam estudo para criação de Arena Multiuso no Campo Montese em SMO
Homem fica ferido em queda de moto na ITG-070
Extremo Oeste deve reduzir em até 25% a área de trigo nesta safra, aponta Epagri