Quem é a líder indígena guarani de 71 anos desaparecida há 15 dias na Grande Florianópolis

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Quem é a líder indígena guarani de 71 anos desaparecida há 15 dias na Grande Florianópolis
Foto: Reprodução/Redes sociais

A cacica Etelvina Fontora, da Terra Indígena Cambirela, na Grande Florianópolis, está desaparecida desde 5 de abril. Natural de Palhoça, ela é do povo Guarani, tem 71 anos, mora na aldeia e divide a casa com o filho.

A imagem da cacica aparece nas redes sociais do programa da Polícia Militar SOS Desaparecidos e no site da Polícia Civil. O g1 procurou as autoridades nesta terça-feira, 21, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

Etelvina é descrita pela filha Indianara Fontora como uma pessoa tranquila que sempre foi liderança na comunidade onde mora. Ela é a única cacica da terra indígena.

Com uma "rotina simples de dona de casa", a cacica cuidava do filho, que tem esquizofrenia.

"Tudo que eu sei eu já comuniquei a polícia, e também já procurei pela mata e pela cachoeira e nada encontrei. Eu acredito que ela saiu, pois não encontrei os documentos e notei que falta roupas dela", disse a filha.

Indígenas comunicaram caso à polícia

Coordenador da comissão de caciques de Santa Catarina, Kennedy Karai conta que o caso foi comunicado às autoridades logo após o desaparecimento. A família fez um boletim de ocorrências no dia 8 de abril relatando o desaparecimento, mas até esta terça-feira, 21, não havia respostas.

"A gente acionou a FUNAI, fizemos os boletins de ocorrência e tudo mais, mas após isso, tanto a FUNAI como a força policial ainda não deram nenhum retorno de como que está a investigação, como que está a procura", disse.

Em nota publicada na segunda, 20, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) informou que o desaparecimento ocorreu há duas semanas e que não há respostas sobre o que ocorreu com a idosa.

A entidade também manifestou "repúdio diante da falta de respostas e da ausência de informações concretas sobre o desaparecimento".

"Dona Etelvina está desaparecida desde o dia 05 de abril, na aldeia Cambirela, localizada em Palhoça. É inaceitável que, após aproximadamente duas semanas, ainda não haja esclarecimentos sobre seu paradeiro", escreveu a entidade.

Fonte: G1 SC

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