O policial militar e o segurança acusados de envolvimento na morte do empresário Thiago Kich de Melo, de 28 anos, vão a júri popular. O julgamento do crime, que ocorreu dentro de uma casa de entretenimento adulto de Florianópolis em 2024, foi marcado para 2 de junho.
A morte do empresário foi flagrada por uma câmera de monitoramento. É possível ver a vítima ser atingida por um tiro disparado pelo PM. Logo depois, Melo é pisoteado no chão pelo segurança. O crime ocorreu em 8 de outubro de 2024 em um estabelecimento no Centro.
De acordo com a denúncia, feita pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o policial militar Rafael Azevedo de Souza estava de folga do 4º Batalhão da PM no dia da morte, mas fazia serviço de segurança armada no local. Jean Carlos dos Santos era o segurança privado. Ambos estão presos preventivamente.
A defesa do policial militar Rafael Azevedo de Souza disse que não vai se manifestar. A defesa de Jean Carlos dos Santos informou que se manifestará apenas dentro do processo.
Conforme portaria da PM, é proibido que policiais militares trabalhem com segurança privada. A ação, "em qualquer modalidade, configura conflito de interesses com a atividade policial", cita o documento.
Perguntada se o policial réu no processo segue na corporação, a Polícia Militar disse que não vai comentar a situação. "A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) se guarda o direito de não se manifestar sobre o caso. A instituição acata toda e qualquer decisão da Justiça, sempre observando a transparência e a condução dos atos de acordo com a lei".
Confusão causada por comanda
A investigação aponta que a morte aconteceu após a confusão por conta do valor da conta do cliente. A comanda era de R$ 1,8 mil.
O segurança deu uma cotovelada no rosto de um dos amigos da vítima, que foi para cima dele, e assim iniciaram a luta corporal. O tiro foi disparado quando o militar interveio na briga.
Na denúncia, o MPSC afirmou que o PM colocou em risco a vida de outras pessoas ao atirar, já que havia outros clientes no cômodo e o espaço era pequeno.
Em relação ao segurança, o documento afirma que ele empregou “meio cruel” ao pisotear a cabeça da vítima ao menos seis vezes depois que o homem foi atingido pelo tiro.
Fonte: G1 SC
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