O Peperi Debates deste sábado, 13, abordou o Maio Laranja e as questões que envolvem os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. O programa discutiu quais são as causas, consequências e ações para enfrentar esse problema. O debate também analisou como a internet pode potencializar os atos de violência sexual infanto juvenil. O programa reuniu a coordenadora do Abrigo Institucional Cantinho Acolhedor, Daiana Perotto, a psicóloga Eloisa Bido e o delegado da Polícia Civil, Sandro Zancanaro.
Na visão da coordenadora do Abrigo Institucional Cantinho Acolhedor, Daiana Perotto, o tema da violência sexual infanto juvenil precisa de mais visibilidade e debate porque a situação é gritante na região. Ela citou que é fundamental divulgar as informações para conscientizar a população a respeito de como enfrentar o problema. Outro ponto destacado por Daina é que 95% dos agressores são pessoas conhecidas da família da vítima e 30% são os próprios pais. Ela ressaltou que a violência sexual não é rara e acontece com uma frequência preocupante
Já a psicóloga Eloísa Bido ressaltou que os menores não vão verbalizar e indicar os atos que sofrem, mas podem ter comportamentos que dão sinais de que estão sofrendo algum tipo de abuso sexual. Entre as indicações estão o silencio, as mudanças de hábitos na escolas e em casa, a regressão no desenvolvimento, o desanimo, o interesse por assuntos de cunho sexual de modo precoce e as alterações emocionais. A psicóloga destacou que os traumas e impactos invisíveis provocados por esse tipo de violência podem repercutir pela vida das vítimas e o desafio também é intervir para auxiliar as crianças e adolescentes que foram agredidas sexualmente.
O delegado Sandro Zancanaro disse que o abuso sexual de crianças e adolescentes é um grave que gera repugnância social e precisa ser enfrentado com rigor. Ele citou que os casos de importunação sexual contra menores, por exemplo, subiram de cerca de 70 para 85 neste ano na região. O delegado comentou que a polícia vem mudando procedimentos para qualificar o processo de investigação e de proteção das crianças e adolescentes, como por exemplo, a escuta qualificada evitando que a vítima tenha que recontar o fato várias vezes. Ele ressaltou que os crimes de natureza sexual cometidos pela internet também vêm aumentando e a Polícia conta com mecanismos para identificar a atuação dos agressores e pedófilos.
Fonte: Portal Peperi
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