O Momento Econômico ainda não possui números específicos sobre queda de arrecadação, porém as projeções não são otimistas. Reflexo imediato está no retorno de ICMS, que é o maior percentual do município. Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços pode ter redução de até 50% conforme estimativa da FECAM. O orçamento de São João do Oeste será atingido, seguindo a realidade de todos os municípios.
Conforme o diretor do Movimento Econômico e secretário da Agricultura, Roberto Rambo, o maior retorno constitucional é do ICMS e a queda neste retorno preocupa. Ele salienta que o cenário exige replanejamento do orçamento para fechar as contas no fim de ano. Será preciso rever algumas situações com paciência sobre o comportamento do mercado. Rambo observa que o FPM, o Fundo de Participação dos Municípios, é o segundo item na arrecadação e neste retorno o Governo Federal vai repor a diferença da queda. O diretor avalia que cortes serão necessários para manter as finanças do município equilibradas.
Fator preocupante está com a arrecadação proveniente do turismo, que reflete no comércio, indústria e prestação de serviço. Segundo Roberto Rambo, o movimento econômico de 2020 terá reflexo em 2022 e até em 2023. Destaca que algumas questões são imediatas, já o índice de retorno dos municípios é para dois ou até três anos mais tarde. Na agricultura a maior preocupação é com as perdas que ocorreram com a estiagem que afetou de maneira bastante forte a produção agrícola. Rambo lamenta que são duas preocupações que vão afetar a movimentação financeira. Salienta ainda que é preciso evitar a propagação de projeções negativas para não causar ainda mais problemas. O poder público também terá que ter cuidado com investimentos neste momento devido à queda na arrecadação.
Rambo destaca que a dificuldade mundial do momento é uma grande oportunidade para o Brasil evoluir. Cita que é preciso mudar alguns paradigmas e rever várias situações, principalmente no setor público, que é extremamente burocrático. Observa que no momento os encaminhamentos são facilitados e geram agilidade nas ações públicas e privadas.
Rambo defende mudanças no setor público reduzindo a burocracia, que causa tantos transtornos no cotidiano e dificulta o desenvolvimento em todos os setores. O secretário faz um questionamento em relação a órgãos públicos nas esferas municipal, estadual e federal que estão sem utilidade no momento e talvez não se justificam diante da pouca eficiência.
Fonte: Portal Peperi
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